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Aula: Perdão

Prece Inicial


Primeiro momento: contar a história “A batata’’. Para tornar mais interessante a narrativa o evangelizador
poderá levar uma batata boa e uma batata podre, bem como uma mochila (para colocar a batata enquanto conta a história). Interessante, também, que o evangelizador desenhe uma carinha nas batatas, para despertar maior interesse na narrativa.


Segundo momento: conversar sobe a mensagem da história.
Como agimos? Guardamos mágoa? Sabemos que muitas vezes não é fácil perdoar, mas através da prática cada vez se torna mais fácil.

O que é perdoar de verdade? Esquecer (com o coração) o que aconteceu, compreender a outra pessoa, não guardar mágoas, não desejar mal ao outro.

Perdoar faz bem? Perdoar faz bem para quem perdoa. Não perdoar é guardar lixo no coração. A ciência já comprovou que o perdão é fonte de saúde, pois quando estamos magoados ficamos mais fragilizados. Guardar mágoa é como deixar que um “veneninho” circule no nosso sangue, fazendo mal ao nosso corpo e podendo causar doenças. Por outro lado, quando agimos com tolerância, indulgência, procurando não guardar ressentimentos, estamos aumentando nossas defesas imunológicas.

Devemos nos vingar? Não devemos querer vingança. Lembrar da lei de causa e efeito, que dá a cada um conforme seus atos. Jesus ao nos orientar a oferecer a outra face, não proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Ante a face do mal, mostrar a face do bem; ante a indiferença, a compaixão; ante a vingança, oferecer o perdão; frente ao orgulho, ser humilde; quando nos mostrarem a face do egoísmo, pratiquemos a caridade; ante a face do ódio, ofereçamos a face do amor.

Se eu perdoar o que acontece com o agressor? Perdoar não é admitir que o agressor está certo e nem liberá-lo de resgatar seus erros, pois ele continuará sujeito à reparação, porém a Justiça Divina se encarregará disso. Precisamos acreditar que a Lei Divina cumprir-se-á independente das nossas atitudes, pois ela se auto-regula e se auto-aplica, não necessitando da nossa ação.

Perdoar para ser perdoado, conforme diz o Pai Nosso: perdoe as nossas ofensas assim como
nós perdoamos os nossos ofensores.

Importante se colocar no lugar do ofensor. Ele pode estar passando por um momento difícil, com
problemas. Quem agride, ofende, machuca, ainda não aprendeu sobre o amor. Quando passarmos a  entender que o agressor só age assim porque ainda não compreendeu o caminho da felicidade, não nos ofenderemos.

Devemos fazer aos outros o que desejamos para nós. Devemos perdoar sempre, que foi o que Jesus quis dizer quando falou que devemos “Perdoar setenta vezes sete vezes”. Sabemos que isso é difícil, mas o nosso esforço aliado à prece tornará isso possível. Importante nos autoperdoarmos porque somos espíritos, ainda, imperfeitos, sujeitos a errar. Mas devemos nos esforçar para não errar, e fazer sempre o nosso melhor. E se errarmos, devemos nos perdoar, reiniciando a caminhada.

Quem perdoa se sente melhor, mais leve, mais tranqüilo, dorme melhor. Perdoar é uma atitude inteligente.

Terceiro momento - atividade: distribuir uma folha em branco e recortes de revistas que contenham situações envolvendo mais de uma pessoa e pedir que as crianças criem uma pequena história tendo como base a gravura.

Sugestão de texto para distribuir aos evangelizandos ou escreverem no caderno.

Perdoar: uma atitude inteligente
Perdoar faz bem para quem perdoa, pois quando perdoamos nos sentimos bem e tranqüilos. Quando não
perdoamos, ou ficamos magoados, guardamos lixo no coração.

O perdão verdadeiro é o que vem do coração e inclui esquecer a mágoa e não desejar mal ao ofensor. Conforme ensinou Jesus, devemos perdoar setenta vezes sete vezes, ou seja, devemos perdoar sempre e a todas as pessoas.

Prece de encerramento

Aula: Perdão

Objetivo:
A criança deverá compreender que o perdão,. com esquecimento do mal, nos liberta de males que o rancor e o ressentimento provocam


Referências bibliográficas: Bases Evangélicas(Mateus, 5:43 e 44; 6:12; 18:21 e 22) , Bases Doutrinárias( ESE, cap 10: 1 a 15 e cap 12), Obras subsidiárias(Estude e Viva, cap 33)


Aula:
Incentivação Inicial: Diálogo. Quando um amiguinho nos bate, ou quebra um brinquedo nosso, ou pisa no nosso pé, a gente fica com raiva, né mesmo? A gente chora, fica de mal com ele, nunca mais quer fazer as pazes... mas,d epois, a gente esquece, a gente brinca de novo, Sabem por que? se a gente nao esquecer e perdoar os outros, acabamos ficando sozinhos... além do mais, a gente também costuma fazer umas coisas erradas.. e os outros nao nos perdoam? Hoje eu vou contar pra vcs a história de um garoto que era muito feliz... sabem por que? Ele sabia perdoar, ele esquecia logo quando faziam alguma coisa ruim com ele.

Desenvolvimento:  narraçao da história A Doença de Lulu


Material didatico: figuras correspondentes à narrativa da história - sauinhos de papel


Fixaçao: brincadeira - o evangelizador colocara nas cabecinhas das criancás saquinhos de papel, quando todos estiverem com as cabeças cobertas, ir poerguntando: - vcs acham bom ficar sem enxergar? aprece que a gente está sufocando, nao é? vai fazendo um calor... vamos ficar livres>? Vamos tirar os saquinhos da cabeça? Assim quando a gente fica mal com as pessoas, quando a gente nao eprdoa. Parece que ficamos presos, sem ar, parece que existe uma coisa atrapalhando... quando a gente desculpa os outros tudo fica melhor.
Vamos repetir a brincadeira? (enquanto as criancás estiverem com os saauinhos ir dizendo como é ruim dicar com raiva, etc; quando elas o tirarem comentar o alívio  que sentimos com o perdao)

OBS: Só usar saquinhos de papel. Saquinhos de pano ou plastico sao perigosos. Podem realmente sufocar a criança, pela dificuldade de serem retirados.

Aula: Céu e o Inferno

Prece Inicial

Primeiro momento:
Quando pensamos em Céu e inferno, reporta-nos a mente a imagem de Demônios lutando com os
Anjos pelo Poder (Céu e Inferno) no plano espiritual, esta é uma analogia da Luta do Bem contra o
mal. Ela é uma luta interna, onde o Bem sempre se sobresai ao mal. O Céu e o Inferno é um estado
de espírito.

1 – Sendo Deus o princípio de todas as coisas, e sendo este princípio toda a sabedoria, toda
bondade, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele precede deve participar de seus atributos,
porque é infinitamente sábio, justo e bom, nada pode produzir de insensato, de mau e de injusto. O
mal que observamos não deve, pois, ter a sua fonte nele.

2 – Se o mal estando nos atributos de um ser especial que se chama satã, de duas coisas uma: ou
esse seria igual a Deus e, consequentemente, tão poderoso quanto ele ou seria inferior, pois ele não
existe. Torna-se verdadeiro esta última condição. O mal é a ausência do bem, como frio é a ausência
do calor.

Os males tanto físicos como morais pertencem a duas categorias:

Os que independem da vontade do homem - os flagelos naturais. Os flagelos se afiguram maus e
injustos aos homens, por não poderem compreender a Sabedoria Divina que em cada acontecimento
manifesta oportunidade para o progresso da humanidade. Os flagelos permitem ao homem
desenvolver sua inteligência ao ponto de preveni-los, amenizar seus efeitos, através das ciências
aplicadas a melhoria de condições de vida e bem-estar no planeta. "A dor é o aguilhão que o impele
para a frente, na senda do progresso".

Os criados pelos vícios, orgulho, egoísmo, ambição, cupidez e por todos os excessos. Apesar da
consciência que lhe foi outorgada pelo Criador, das advertências dos mensageiros quanto ao
cumprimento das Leis Divinas que têm por objetivo o bem e o progresso, insiste o homem em
causar guerras, injustiças, opressão do fraco pelo forte, usando assim seu livre-arbítrio para a
satisfação de seus vícios e sua vaidade.

Mas os mais numerosos males é aquele que o HOMEM CRIA PARA SI MESMO.

Deus estabeleceu leis, plenas de sabedoria, que não tem por objetivo senão o BEM; o homem
encontra-se em si mesmo tudo o que é necessário para segui-las, sua rota está traçada em sua
consiência, a lei divina está gravada no seu coração, e além disso Deus o chama sem sessar através
dos seus messias e profetas.

Mas Deus cheio de bondade, colocou o remédio ao lado do mal, quer dizer, do próprio mal faz sair
o bem. Chega um momento em que o exesso do mal moral se torna intolerável, e faz o homem
sentir o desejo de mudar de caminho.

NÃO FAZER O MAL JÁ É UM COMEÇO PARA O BEM.

Há um exemplo simples para compreender esta comparação. Um proprietário sabe que, na
extremidade do seu campo, há um lugar perigoso, onde alguém poderia se ferir. O que faz para
previnir acidentes? Coloca perto do local um aviso tornando proibido ir mais longe. Eis a Lei! Ela é
sábia e previdente. Mas se alguém passa pelo local e não respeita a placa e se fere no local. A quem
pode reclamar a não ser para si mesmo?

Assim ocorre com todo o mal, o homem evitaria se observasse as leis divinas. Deus, por exemplo,
colocou um limite a satisfação das necessidades, o homem é advertido pela saciedade, se ultrapassa
esse limite, o faz voluntariamente. As doenças, as enfermidades, a morte, que lhe podem ser
consequentes, são pois, o fato da sua imprevidência e não de Deus.

Se o homem tivesse sido criado perfeito, seria levado fatalmente ao bem: ora, em virtude o seu livre
arbítrio, ele não é levado, fatalmente nem ao bem nem ao mal. Deus quis que fosse submetido a Lei
do Progresso, e que esse progresso fosse o fruto do seu próprio trabalho, afim de que, dele, tivesse o
mérito, do mesmo modo que carrega a responsabilidade do mal que é fato da sua vontade.

O destino do homem é a vida espiritual. O mal é relativo, tal qual é a qualidade na criança, se torna
defeito no adulto. A responsabilidade é proporcional ao grau de adiantamento moral.


Fonte: A Gênese, capítulo III O bem e o Mal.

Segundo momento: Contar a História O Talismã Divino

Terceiro momento: Dinâmica dos balões

Sugestões de perguntas da dinâmica do balão para o tema:

Céu e inferno existe? Justifique sua resposta
a) sim
b) não

O homem foi criado perfeito? Justifique a sua resposta
a) sim
b) não

Deus quis que o homem fosse submetido a Lei do Progresso, e que esse progresso fosse o fruto do
seu próprio trabalho. Por quê?

O destino do homem é a vida espiritual? Justifique a sua resposta.
a) sim
b)não

A origem do bem sabemos que vem de Deus, mas a do mal? Vem d'Ele? Justifique sua resposta
a) sim
b) não

Alguém pode ser mal para sempre? Porque?
a) sim
b) não


Prece final.

Atividade

Dinâmica: APRENDENDO com o JOGO da VELHA


OBJETIVO: trabalhar a teoria da Doutrina dos Espíritos de maneira divertida. Este jogo pode ser usado para trabalhar conceitos novos, reforçar o conhecimento básico do Espiritismo ou para rever temas aprendidos em aulas anteriores.

MATERIAL: folha de papel pardo com o jogo da velha e o tema a ser trabalhado, desenhado e escrito grande o suficiente para que todos possam ler de seus lugares na sala de aula ; os símbolos do jogo da velha + e O recortados em cartolina, pelo menos 6 unidades de cada.

COMO APLICAR: em cada espaço que corresponde a uma “casa” do jogo da velha, escrever o tema que será trabalhado.O ideal é que esta etapa seja feita anteriormente, em casa.

Exemplo: para uma aula de reforço sobre a teoria básica da Doutrina, as 9 “casas” do jogo da velha podem ter as palavras - EVANGELIZAÇÃO; REINO DE DEUS; REENCARNAÇÃO; PLANETA TERRA; SOLIDARIEDADE; LIVRE-ARBÍTRIO; LEI DE CAUSA E EFEITO; PERDÃO; EGOÍSMO, onde cada palavra é escrita em uma “casa” do jogo.

A turma se divide em dois grupos, onde um grupo representa + e o outro, O. Alternadamente, os grupos escolhem uma palavra e dão a definição oralmente. A medida que vão acertando, os símbolos do jogo vão sendo marcados. A escolha das palavras devem visar o traçado de uma linha horizontal, vertical ou em diagonal, que é como funciona um jogo da velha tradicional. É importante o grupo perceber sózinho esta necessidade. Vence quem fizer primeiro a linha em um dos sentidos.

VARIAÇÕES: em cada “casa” do jogo da velha escrever a definição e o grupo precisa descobrir sobre o que se está falando.

Exemplo: maior ensinamento de Jesus (amor); forte mecanismo que nos impulsiona ao trabalho, ao esforço e ao progresso (vontade); conversa sincera com Deus e com os amigos espirituais e que nos trazem inspiração e conforto
(prece).

Aula: Egoísmo

Parábola - Os primeiros lugares e os convidados
Parábolas Evangélicas (R. Calligaris), nº 19.


a) Incentivação inicial: Narração.

O Evangelizador contará para as crianças a “Parábola dos primeiros lugares e dos convidados”,
como segue:
Jesus entrou em um dia de sábado na casa de um dos principais Fariseus para aí fazer com
eles uma
refeição. Os que lá estavam observavam o Mestre, e ele aproveitou o momento para deixar
duas lições, que
poderão ser retiradas do texto evangélico:

7 E disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos,
dizendo-lhes:
8 Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar, para que
não aconteça
que esteja convidado outro mais digno do que tu;
9 E, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o teu lugar a este; e, então, com vergonha,
tenhas de
tomar o derradeiro lugar;
10 Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier
o que te
convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terá honra diante dos que estiverem
contigo à mesa.
11 Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se
humilhar será
exaltado.
12 E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não
chames os teus
amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda
que também eles
te tornem a convidar, e te seja isso recompensado.
13 Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos.
14 E será bem-aventurado; porque eles não têm com o que te recompensar; mas
recompensado serás na
ressurreição dos justos. (Lc, 14:.1 e 7 a 14)


b) Desenvolvimento: Exposição.
Jesus, desde o início de sua missão, deu-nos exemplos de humildade: o seu nascimento na
manjedoura e a sua condição de filho de um carpinteiro, o que o levou a conviver num lar de gente
simples, constituem provas disso. Em sua passagem aqui na Terra não apenas ensinou, mas
exemplificou, em diversos momentos, a virtude da humildade.
A humildade é uma das mais importante dentre as virtudes, e ela se revela no homem por
meio de gestos de compreensão, modéstia, simplicidade, gentileza, etc. Ela é o oposto do egoísmo e
do orgulho.

Na parábola dos “primeiros lugares”, Jesus quis dar uma diretriz de conduta que devemos
adotar na vida diária, em nosso próprio benefício. Disse Ele que “todo aquele que se exalta será
humilhado; e todo o que se humilha será exaltado”. Kardec, analisando a parábola, diz que o
Espiritismo ensina que, muitas vezes, aqueles que são considerados grandes, os poderosos, na Terra
são pequenos no mundo espiritual, e, ao contrário, aspessoas que se apresentam simples e humildes
quando encarnadas, mostram-se grandes na Espiritualidade. Aos primeiros nada resta senão deixar
aqui, ao desencarnarem, os seus títulos, riquezas, glórias, etc. Os demais – os humildes - levam
consigo as virtudes adquiridas ou desenvolvidas ao longo do tempo, e, por isso, mostram-se felizes
no mundo espiritual.

Claro que o fato de uma pessoa possuir títulos, riquezas, conseguir poder e lugares de
destaque neste mundo não significa que ela está fadada a ser rebaixada no Mundo Espiritual. Sua
posição lá vai depender do bom ou do mau uso que ela fizer das oportunidades que recebeu na
Terra. Entretanto, deve-se notar que pobreza não é sinônimo de humildade. Há muitos pobres
orgulhosos e arrogantes, como há ricos humildes e simples. Na verdade, é mais fácil a pessoa se
tornar orgulhosa quando tem muito dinheiro, muito poder, ou quando possui muitos títulos, pois a
prova do poder, seja ele econômico ou intelectual, é uma prova difícil.

Jesus sempre chamou a atenção para que não se faça o bem somente àqueles a quem
amamos, mas a todos, indistintamente: “Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa
recompensa? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é que com isso fazeis mais do que os
outros?” (Mt, 5: 46 e 47).

Com a Parábola dos Primeiros Lugares e dos Convidados, Jesus ensina também que
devemos fazer o bem pelo bem, e não pela recompensa que poderemos obter com a sua prática. É
claro que o Mestre, nessa parábola, não está aconselhando a não convidarmos amigos vizinhos,
parentes a jantarem ou ceiarem conosco. Não se pode tomar as palavras de Jesus no sentido literal,
ou seja, ao pé da letra; há que se apreender-lhes o sentido profundo.

Quando o Mestre ensina simbolicamente que não devemos convidar para um jantar ou uma
ceia apenas os amigos, os irmãos, os parentes, vizinhos ricos, ele quer dizer que não devemos fazer
o bem somente àqueles que nos podem retribuir, pois isso seria apenas uma troca, sem nenhuma
demonstração de serviço ao próximo. Ele fala nos aleijados, nos cegos e mancos porque, àquela
época, as pessoas que tinham defeitos físicos eram totalmente marginalizadas, e, de modo quase
absoluto, pobres. Assim, aprendemos nessa parábola que é importante não ficarmos ansiosos em
disputar os “primeiros lugares” tão somente no intuito de nos destacarmos no seio da sociedade, por
vaidade e interesse pessoal. Caso sejamos chamados a colaborar com o bem comum, façamo-lo com
desprendimento, dedicação e, acima de tudo, com o desejo ardente de servir. Servir com amor, sem
pensar, em momento algum, em reconhecimento por parte das pessoas que estão sendo
beneficiadas. Este deve ser o comportamento de todo aquele que se considera cristão, pois assim o
Cristo serviu a todos.

Aula: Egoísmo

Objetivo: Levá-los a compreender que o egoísmo é um dos maiores males da sociedade e que o
mundo será melhor quando ele desaparecer dos corações humanos.

1. Prece;

2. O que é egoísmo?
* É achar que tudo de bom tem que ser para nós, que os outros merecem menos, não pensar nos
sentimentos e dificuldades das outras pessoas, ligar só para os próprios problemas, não se
incomodar se precisar prejudicar alguém para conseguir alcançar seus objetivos.

2.1. Todos são egoístas na Terra?
* QUase todos, uns mais, outros menos. Há, encarnados, muito poucos espíritos realmente
evoluídos que já deixaram de lado o egoísmo.

2.2. Quando somos egoístas? Pedir que eles citem exemplos de atitudes egoístas. Deixar que cada
um dê pelo menos um exemplo.
* Algumas atitudes egoístas:
Comer mais do que sua parte justa de alguma comida que deveria ser dividida com alguém; não
deixar que outras crianças brinquem com seus brinquedos; na escola, conversar o tempo todo, sem
se importar com o fato de que outros querem ouvir a professora; sujar a casa e não limpar,
deixando todo o trabalho para a mãe que, muitas vezes, já está muito cansada; não aceitar que os
pais dêem atenção para um irmão mais novo, outra criança ou até mesmo um adulto; querer que a
televisão, o rádio, o computador ou algo assim fique só para si; fazer uma bagunça com alguém
e não se importar se só a outra pessoa levar a culpa...

3. Quais são as conseqüências do egoísmo?
* O egoísta tem menos amigos e pessoas que gostam dele;
* O egoísmo faz a pessoa ser menos feliz, porque a felicidade é igual o amor: quanto mais
dividimos com os outros, mais temos; se não dividimos nossa felicidade, ela acaba murchando,
como uma plantinha que não recebe água. Quem é egoísta atrapalha a felicidade dos outros, porque
só pensa em si mesmo.
* A pessoa egoísta não se importa com a natureza, a limpeza da cidade, a desonestidade dos
governantes, se estes estiverem favorecendo-a; acha que todos devem se preocupar com ela, mas
não está nem aí para eles.

4. Por que o mundo tem tantos problemas?
* Deixar que eles opinem bastante. Ajudá-los a concluir que é porque há muitas pessoas egoístas no
mundo que vemos tantas guerras, tantos roubos, assassinatos, vícios, muitas traições, famílias
desfeitas ou que nem se formaram de verdade. É porque muita gente só se importa consigo
ou no máximo com os da família que existem a fome e a miséria. Na África, muita gente passa
fome; enquanto isso, os Estados Unidos gastam bilhões de dólares para realizar uma guerra, com
aprovação da maioria do seu povo. Muitas pessoas jogam fora alimentos e até outras coisas que
poderiam servir para muita gente. Tem gente que gasta milhares de reais para ter um vestido ou uma
jóia, enquanto perto delas há quem não tenha o básico.

5. Se queremos um mundo melhor, precisamos que haja menos egoísmo.
Assim, temos que começar fazendo nossa parte. De que forma combater o nosso egoísmo?
* Prestando atenção para percebermos quando estamos sendo egoístas e substituindo a atitude má
por outra melhor.
* Acostumando-nos a pensar nas outras pessoas, no que elas sentem e desejam.
* Colocando em prática os ensinamentos de Jesus, que nos mostram que todos somos irmãos, que
devemos nos amar, que é necessário fazer aos outros o que queríamos que nos fizessem e que a
caridade, contrária ao egoísmo, deve ser praticada em todos os momentos.

6. Brincadeira de fixação do conteúdo:

Aula: Caridade


O que é a caridade?
* OUvir as respostas. Explicar que é amarmos uns aos outros e fazermos a todos o que gostaríamos que nos fizessem.

Como se pode praticar a caridade? Ela é apenas material? Só os ricos podem ser caridosos?

Há muitas formas de praticar a caridade. Vejamos algumas delas:
* Dando algo que possa ser útil para outra pessoa. Se damos uma coisa inútil, como um brinquedo todo quebrado, não praticamos caridade alguma.
Tem valor darmos do que nos sobra, mas muito mais valorosa é a doação que sai do necessário. Se damos uma roupa que não nos serve mais para uma pessoa que tem frio, estamos sendo caridosos; porém, se, para vestir um pobre, oferecemos-lhe uma blusa nova de que gostamos, estamos praticando a verdadeira caridade. (Aqui, contar a história dos sacos de ouro do pobre e do rico que chegaram ao céu, contida no capítulo XIII do Evangelho).

* Praticamos a caridade também com as palavras, não falando mal dos outros, dando conselhos bons, explicando algo para uma pessoa, animando alguém que está triste, falando bem de alguém de quem estejam falando mal...

* Também somos caridosos quando perdoamos os erros de alguém, ao invés de ficar criticando e contando para os outros.

* O trabalho das mãos e da mente pode ser empregado de forma caridosa.
Todos podem doar parte do seu tempo para trabalhar pelos semelhantes, confeccionando roupas, ensinando algo útil, participando de campanhas para arrecadação de alimentos, lendo para uma pessoa cega ou analfabeta, visitando asilos e hospitais...

Como se pôde ver, a caridade não é apenas material, de forma que ricos e pobres têm condições de realizá-la. Ninguém é tão pobre que não tenha o que dar e ninguém é tão rico que não precise da ajuda de alguém.
Isso significa que todos dependemos uns dos outros - não há ninguém que possa viver sozinho. Jesus nos recomendou, sabiamente, que amássemos uns aos outros. Se fizermos isso, seremos automaticamente caridosos.

E as crianças, também podem praticar a caridade? Como?

* Deixar que comentem a questão. Mostrar que não zombar dos colegas, não rir de alguém que caiu ou se chocou contra algo, ajudar no entendimento das matérias, dividir o lanche com quem não tem, dar informações a um amiguinho que veio de outra escola, não dar muito trabalho às faxineiras, sujando a sala, não dar mais preocupações que as necessárias a pais e professores, não bagunçar a casa, fazer algo para os pais e muitas outras coisas que uma criança pode fazer facilmente são formas de se praticar a caridade.

Não saiba a sua mão esquerda o que faz a direita.

* Comentar esse ensinamento do Cristo, levando-os a perceber que a caridade não é para ser alardeada. Deus, que tudo vê, saberá de nossas boas ações. Devemos dar não só porque seremos recompensados por Deus no futuro, mas porque o próprio ato de ajudar uma pessoa é uma alegria
imensa.

Aula: Ação e Reação

Objetivo: Abordar a lei de ação e reação, demonstrando que não existe acaso ou injustiça na lei divina. Cada um de nós tem aquilo que merece. Aquilo que semeamos, colhemos.

Comecei a aula perguntando se eles acreditavam mesmo na bondade e na justiça de Deus, eles responderam que sim. Então eu disse, vcs sabem como Deus é tão justo e bom? Quando ele nos criou e nos enviou aqui para a Terra ele pensou... preciso impor uma lei para que os homens vivam em harmonia sem destruir a propriedade alheia, roubar, matar, então foram criadas as leis dos homens. Todos nós sabemos que as leis dos homens as vezes não é cumprida, e Deus já antecipando isso, pensou, tenho que criar uma lei maior a tudo isso e então fez a lei: Ação e Reação. A toda ação corresponde uma reação.

Esta lei funciona assim: tudo o que eu fizer de bom ou de mal, volta para mim da mesma maneira e intensidade, vamos entender.

Uma ação – comer muito, Uma reação – ficar com dor de barriga.

 Portanto tudo o que nos acontece é de nossa responsabilidade.

 Fiz um desenho na lousa, desenhei o sol, um matinho e dois meninos, o primeiro tinha sementes de limão e as plantou, passado o tempo necessário, a árvore cresceu e quando ele foi colher não gostou do resultado.

Um outro menino, plantou sementes de laranja, aconteceu o mesmo que o outro, a árvore cresceu e deu doces frutos.

 Relacione as sementes com nossas ações, o sol como Deus que nasce e brilha para todos e os frutos o resultado de nossas ações, serão bons ou ruins de acordo com as sementes (ações).

 Depois eu fiz duas colunas de cadeiras uma de frente para outra, apontava para uma criança e dizia, fale uma ação, por exemplo, jogar papel na rua e o outro grupo falava a (ou as) reações: enchente, poluição das ruas, cidade mais suja... e assim foram indo e as vezes eu interrompia para dizer uma ação, por exemplo mentir, roubar, desprezar amigos e coisas da realidade deles.

 Foi muito legal e produtivo.

 No final fazem uma afirmação 3x : SOU RESPONSÁVEL PELAS MINHAS AÇÕES.


Alvorada Cristã – pág. 414 e 149

Fonte: Desconhecida

Aula: Bondade

Prece Inicial


Primeiro momento: Conversar com as crianças sobre o que é ser um homem de bem, procurar estudar a parte do Evangelho Segundo Espiritismo, capítulo 17- Sede perfeitos, o Homem de Bem e falar sobre todas as características.

Falar de bondade é falar em Deus, exaltar suas criações, sua imensa bondade perante a todos nós. É explicar as leis de ação e reação, suas consequências em ser uma pessoa de bem ou a prática do mal, da sintonia com espíritos de luz e com espíritos desequilibrados de má intenção. Da lei do Livre arbítrio. Fora da Caridade não há salvação.

Segundo Momento: Contar a história o Agradecimento da Flor.

Terceiro Momento: Realizar a Dinâmica do Pirulito.

Quarto momento: Realizar a atividade das Máscaras de Flores.

Prece final

Aula: Páscoa

Incentivação Inicial: ir puxando questionamentos acerca de : vocês ganham ovos de chocolate?Quando? vocês sabem o que é Páscoa? O que significa a Páscoa? Bom, hoje vamos tentar entender o sentido da Páscoa

Vou contar para vocês a história do Carlinhos, que era um menino muito legal, mas vivia pensando só em ganhar ovos de chocolates.

*Contar a história:

História de Páscoa

Carlinhos chegou à escola todo feliz:

-Oba! Na próxima semana é o Domingo de Páscoa: que bom, vou ganhar muitos ovos de chocolate !

- Você sabe o que é Páscoa, Carlinhos? - perguntou-lhe a professora.

- Bem - disse ele - acho que é o dia em que nós ganhamos ovos de chocolate do coelhinho da Páscoa, não é?

- Não, Carlinhos, não é isso não. Vamos ver se nós aprendemos hoje o que é a Páscoa.

"Há muito tempo, quando só se conheciam as civilizações antigas, os judeus comemoravam a entrada da primavera, pois era uma época em que os campos se enchiam de flores, o pasto ficava verdinho, anunciando que em breve se poderia fazer a colheita dos frutos, cereais, que iriam garantir o alimento para toda população. Nessa época também os rebanhos aumentavam. Nasciam muitos carneiros, ovelhas e outros animais; por isso os pastores comemoravam com muito amor a chegada da primavera e eles davam a esta festa o nome de Páscoa.

Muito mais tarde, na época de Jesus, ela teve outro significado para o mundo cristão.

Nós sabemos que Cristo, que veio pregar o amor entre as pessoas, não foi compreendido pela maior parte da população e pelos reis da época, motivo pelo qual foi crucificado. Ora, essa crucificação aconteceu na época da Páscoa. Depois de ficar crucificado por três dias, quando foi retirado da cruz, Jesus foi enterrado em um local bem seguro, com uma pedra fechando a entrada deste local, para que o corpo não fosse retirado de lá, durante à noite, por seus amigos. Guardas tomavam conta do lugar, viram à noite que a terra estremeceu e de dentro do lugar onde estava a pedra, Jesus apareceu, conforme havia prometido, que ressurgiria dos mortos, ao 3º dia, provando assim que a vida que Deus nos dá é eterna.

Quando souberam, todos os seus amigos ficaram muito felizes, e como era época das festas de Páscoa (ou festa da primavera) deram a esse fato o nome de Páscoa da Ressurreição, que é comemorada todos os anos pelos cristãos por algumas religiões.

- Tudo bem professora. Mas o que o coelho e os ovos têm a ver com tudo isso?

- Vou tentar explicar, Carlinhos. Como você sabe, o ovo é o símbolo da vida. É através dele que todos os animais nascem e se reproduzem. Você já viu quando a galinha choca como nascem os pintinhos que mais tarde serão galos e galinhas também. Com este símbolo temos a representação da Vida Eterna, que foi como Jesus sempre pregou.

- Mas estes ovos que a senhora falou não são de chocolate.

- Certo! Você tem toda razão. Acontece que antigamente para comemorar a Páscoa, as pessoas presenteavam ovos verdadeiros de aves cuja casca era pintada com muito carinho para servir de enfeite e lembrança para a pessoa a quem eram ofertados; porém, esses ovos tinham a desvantagem de se quebrarem e se estragarem com facilidade.

Com a vinda da era moderna, os homens resolveram comercializar a idéia e assim produziram ovos de Páscoa de chocolate, de açúcar, porcelana, alumínio e outros materiais que serviram para conservar a idéia do ovo, com facilidade e vantagem para comemorar a Páscoa da Ressurreição.

- E o coelho?

- Bem, o coelho é o animal que representa o símbolo da fertilidade e que passou a ser o divulgador da notícia da ressurreição do Cristo por ser um animal esperto, rápido e que nos traz sempre a idéia de alegria e felicidade. Assim sendo, juntaram-se as duas figura Coelho + Ovo de chocolate e crianças ficaram felizes no dia da Páscoa, muitas vezes sem saber o significado desse dia.

- Tem razão professora - disse Carlinhos - eu mesmo não sabia nada disso e achava que o Domingo de Páscoa era o dia em que o coelhinho vinha trazer ovos para a gente. Agora sei da história, já não vou me importar, se não receber nenhum ovo. Chocolate posso comer qualquer dia, mas a lição da Ressurreição de Jesus é um motivo que devo guardar em meu coração e ficar muito feliz por ter acontecido. Espero que no próximo Domingo de Páscoa eu possa comemorar o amor que Jesus nos ensinou com todas as pessoas que conheço.

- Muito bem Carlinhos, porém lembre-se que essa lição é para todos os dias de nossas vidas. Nós devemos amar sempre aos nossos semelhantes. Nos dias de festa, nos dias comuns, nos dias alegres e até nos dias tristes, porque quando respeitamos e amamos as pessoas, nós somos felizes e isso é o que Jesus deseja para todos: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" .


4 . Atividade final

Desenhar em uma folha, a metade de um ovo, a parte de baixo. Em outra folha, a outra metade, a de cima. Em ambas, pedir às crianças que coloram bem bonito. Depois pedir que pensem na vida delas. O que precisam fazer renascer dentro delas e no seu di-a-dia (carinho, compreensão, estudo, disciplina, humildade, caridade, etc) e pedir para escreverem acima da metade de baixo do ovo colorida.

A parte de cima do ovo, na outra folha, será recortada e "colada" somente na ponta de cima, em cima da parte de baixo do ovo, ou seja, onde elas escreveram, de forma que possam "abrir" o ovo e ler o que tem dentro.

Obs: Levar fig. Sobre o tema, para colorir caso ocorra de alguma criança que não saiba escrever estiver presente . Se as outra quiserem, também receberão

* Oração final


OBS: a história foi retirada do site da cvdee


Aula: Páscoa

Amanhã é o Domingo de Páscoa: Alguém sabe o que é Páscoa?
Resposta provável: É o dia em que nós ganhamos ovos de chocolate do coelhinho da Páscoa.
Isso é o que nós pensamos, mas na verdade Páscoa não é isso não.. Vamos ver se nós aprendemos hoje o que é a Páscoa.
"Há muito, muito tempo, lá na terra onde Jesus nasceu, os judeus comemoravam a entrada da primavera, por ser uma época em que os campos se enchiam de flores e o pasto ficava todo verdinho, anunciando que em breve se poderia fazer a colheita dos frutos e cereais, que iriam garantir a comidinha pra todo mundo que morava lá.

Era nessa época também que animais mais cresciam. Nasciam muitos carneirinhos e ovelhinhas. Por isso os pastores comemoravam com muito amor a chegada da primavera, que na língua deles se chamava Páscoa.

Muito mais tarde, na época de Jesus, a festa da primavera ou páscoa, teve outro significado para o mundo cristão.

Nós sabemos que Jesus Cristo, veio pregar o amor entre as pessoas, mas não foi compreendido pela maior parte da população e pelos reis da época, e por isso foi crucificado. Ora, essa crucificação aconteceu na época da Páscoa. Depois de ficar crucificado por três dias, quando foi retirado da cruz, Jesus foi enterrado em um local bem seguro, com uma pedra fechando a entrada deste local, para que o corpo não fosse retirado de lá, durante à noite, por seus amigos. Guardas tomavam conta do lugar, viram à noite que a terra estremeceu e de dentro do lugar onde estava a pedra, Jesus apareceu, conforme havia prometido, que ressurgiria dos mortos, ao 3º dia, provando assim que a vida que Deus nos dá é eterna.

Quando os amigos de Jesus souberam que ele continuava vivo após ser crucificado, ficaram muito felizes, e como era época das festas de Páscoa (ou festa da primavera) deram a esse fato o nome de Páscoa da Ressurreição, que é comemorada todos os anos pelos cristãos".

Entenderam? Tá, mas e o coelho e os ovos? O que eles têm a ver com tudo isso?

Vou tentar explicar.
O ovo é o símbolo da vida. É através dele que todos os animais nascem e se reproduzem. Vocês já viram quando a galinha choca os ovos, como nascem os pintinhos que mais tarde serão galos e galinhas também?
Pois é, o ovo é usado na Páscoa para representar a Vida Eterna, que é o que Jesus sempre nos ensinou.
Assim, com o passar dos anos, para ficar uma festa ainda mais gostosa, os ovos que representam a vida eterna, começaram a ser feitos de chocolate.
E o coelho?
Bem, o coelho por ser um animal esperto, rápido e que nos traz sempre a idéia de alegria e felicidade, é utilizado como aquele que nos traz a notícia da vida eterna de Jesus Cristo.
Assim sendo, juntaram-se as duas figuras Coelho + Ovo de chocolate e crianças ficaram felizes no dia da Páscoa, muitas vezes sem saber o significado desse dia.
Então, agora que vocês já sabem a verdadeira história da Páscoa, quando ganharem seus ovinhos de chocolate amanhã, lembrem-se que Jesus é o verdadeiro motivo dessa festa, e que devemos guarda-lo sempre em nosso coração, comemorando com o papai, a mamãe, nossos irmãozinhos e amiguinhos, com muito amor, o que Jesus nos ensinou: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos."
Para complementar a aula:
Jesus está vivo!

Quando Jesus veio à Terra, Ele só fazia o Bem, praticava a Caridade, ensinava as pessoas e as criancinhas a se amarem porque Deus é Amor.
Jesus ensinava o Seu Novo Mandamento:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei"


PERGUNTAR: O QUE É PÁSCOA MESMO?
(esperar as respostas e completar)
Páscoa é respeitar ao papai e a mamãe.
É ajudar à mamãe nas tarefas de casa.
É ajudar o papai também.
É guardar os brinquedos no lugar certo depois de brincar.
É repartir o que se tem com as outras pessoas.
Enfim, é saber ver a beleza das coisas que Deus criou e Jeus nos ensinou.



PERGUNTAR: O QUE NÓS, OS AMIGUINHOS DE JESUS PODEMOS FAZER PARA COMEMORAR A PÁSCOA?

(esperar as respostas e completar)
Devemos também mudar para melhor, ajudando uns aos outros, desculpando, amando, agradecendo, sendo também amiguinhos de todos, emprestando o que é nosso, não discutir, não brigar, não responder aos outros, não falar palavrões ou palavras feias...

ATIVIDADES:
- Cada um desenhar a sua mão escrevendo seu nome dentro e colar num papel pardo (se os papéis das mãos forem coloridos podem ser colados num papel branco), formando um grande cartaz com a palavra PÁSCOA - PASSAGEM DE JESUS PELA TERRA, ENSINANDO QUE A MORTE NÃO EXISTE E QUE A VIDA É ETERNA.

Aula: Obediência

Prece inicial


Primeiro momento: contar a história “A lição de Doguinho”.


Segundo momento:
- Doguinho desobedeceu às ordens da mamãe? Sua atitude foi correta?
- Doguinho se arrependeu de sua atitude? Por quê?
- Qual foi a lição que ele aprendeu?
- As pessoas que nos amam sempre querem o nosso bem. Enquanto somos crianças devemos
aproveitar a experiência deles e seguir seus conselhos. Obedecer é importante, pois pode nos livras
de muitas coisas negativas.


Terceiro momento - atividade: pintar o desenho e depois colá-lo no caderno.
Sugerir que os evangelizandos observem o seu próprio comportamento durante a semana. Ao
final de cada dia, eles podem desenhar corações de acordo com suas atitudes, no quadrinho
correspondente. Quanto mais corações desenharem, melhor foram suas ações naquele dia da
semana. O evangelizador poderá sugerir alguns exemplos a serem avaliados como: participou do
Evangelho no Lar, tomou banho no horário, não reclamou de ajudar nas tarefas do lar, ajudou a
cuidar do animal de estimação, não brigou com o irmão, fez os temas. Salientando que todos estes
exemplos são “Atitudes de Amor”, que é o tema da atividade.


Na aula seguinte, o evangelizador deve perguntar, carinhosamente, se alguém gostaria de
mostrar o tema (desenho com os corações), respeitando aqueles que não quiserem. Para aqueles que
não fizeram o tema deverá ser dada uma nova oportunidade para que façam na semana seguinte.


Prece de encerramento

Aula: Lei do Trabalho

Qual a profissão mais importante? Todas as profissões são importantes e necessárias.

          Perguntar o que costumam comer no almoço. Comem arroz, por exemplo. Várias pessoas tiveram que trabalhar em suas profissões, desempenhando suas tarefas para que eles tivessem arroz para comer. Alguém teve que plantar o arroz, colher o alimento, outras pessoas armazenaram, venderam. Em outros lugares e envolvendo outras pessoas, como em uma indústria, o arroz foi ensacado, um motorista transportou o arroz, o dono do mercado comprou, a moça do caixa vendeu o arroz, alguém preparou o arroz (a cozinheira, a mãe, a empregada ou os próprios evangelizandos). Também assim com o feijão, a carne, a batata, a salada...

          Como chegaram no Centro Espírita? Vieram a pé? De carro? Usando tênis? Chinelo? Quantas profissões foram necessárias para eles chegarem até o Centro Espírita? Se vieram a pé alguém confeccionou o tênis ou o chinelo que eles usam. Se vieram de carro ou de ônibus falar sobre a gasolina, que é feita de petróleo, que é retirado de grandes profundidades, que é elaborado até se transformar em gasolina, para ser vendida para postos de gasolina, para que o frentista encha o tanque...

          Como devemos agir no nosso trabalho? Com responsabilidade, honestidade, valorizando o trabalho nosso e dos outros, respeitando os colegas.

          Qual a profissão das crianças? Estudar.

          Estudar é trabalho? Com base em que? Mostrar O Livro dos Espíritos questão nr. 675, que diz:

         Só devemos entender por trabalho as ocupações materiais?

         “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”

          Conversar com os evangelizandos sobre o que entendem por ocupação útil. Citar exemplos: ler um bom livro, ver um filme positivo, brincadeira saudável, uma prece, participar da evangelização, auxiliar em casa, visitar um doente, cuidar dos animais, tomar conta do irmão, arrumar as cadeiras no Centro Espírita, cantar na hora da música, colaborar com a limpeza colocando o lixo no lixo. Tudo o que for para o bem, que nos acrescentar algo de positivo é uma ocupação útil.

        Explicar a diferença entre trabalho remunerado e voluntário.

         Trabalho remunerado: é aquele que recebemos dinheiro, isto é, um salário para executá-lo. O evangelizador poderá citar como exemplo o sua profissão.

       Trabalho voluntário: é aquele que fazemos espontaneamente, sem receber dinheiro para realizá-lo, deve ser feito com amor e por amor. Traz a quem o pratica a paz ao coração, aproxima mais de Deus, traz alegria e bem estar.

         Lembrar que no Centro Espírita não existe trabalho mais importante do que o outro, todos são importantes. Todos podem ser trabalhadores no Centro Espírita independente da idade (se necessário relembrar o que eles podem fazer no Centro Espírita).

AULA: LEI DO TRABALHO

A - INTRODUÇÃO

- Pedir que, rapidamente, selecionem três coisas que estejam vendo no local.

- Iniciar o diálogo, perguntando se sabem onde foram feitos os objetos enumerados e como é chamado o profissional responsável pela sua produção. (ex. mesa=marceneiro, espelho=vidraceiro, etc...)

- Comentar que o trabalho torna o mundo melhor e mais bonito; tudo que nos rodeia é para o bem de todos e foi feito por muitas pessoas: os móveis, nossa roupa, o pão, a manteiga, o doce que comemos.

Obs. Podem também ser levadas fotografias ou recortes de revistas e jornais para exemplificar.



B - DESENVOLVIMENTO



* Narrar o caso : "A PESQUISA"

Havia um vilarejo incrustado no alto de uma bela montanha. Lá, a vida era regada a privilégios, isto é, as pessoas desfrutavam de boa saúde, de longevidade. Não era raro os velhos atingirem idades avançadíssimas, com muita disposição e alegria. As mulheres eram férteis e vistosas. Os homens, fortes e viris e as crianças, espertas e lépidas.

Já no sopé da mesma montanha, apesar do ar puro, das cachoeiras, dos rios e da mata densa, um outro vilarejo era decisivamente o oposto do primeiro. As pessoas morriam cedo; raramente alguém conseguia atingir setenta anos. Os homens eram mal-humorados e molengas. As mulheres, esquálidas e frágeis. As poucas crianças eram desnutridas e aparvalhadas.

Um viajante, que fazia pesquisas sobre o comportamento humano, intrigado com a diferença entre os dois povos de vilarejos vizinhos, resolveu ficar uma temporada num e outro, para estudar o fenômeno. Primeiramente, instalou-se em uma pousada no povoado do alto da montanha, observando e anotando tudo em seu diário.

Aqueles montanheses levantavam-se cedo antes do sol nascer. Alimentavam-se e começavam a trabalhar. Os lenhadores iam cortar lenha, empilhar, aparelhar; os agricultores iam arar, semear, plantar e colher; os pastores iam cuidar das ovelhas, alimentado-as e levando-as ao rio. E havia os que cuidavam do gado leiteiro, das aves, etc... e ainda os tapeceiros, os oleiros, os artesãos.

As mulheres cuidavam da casa, da fabricação de pães, dos bordados, da tecelagem. E até as crianças trabalhavam! As maiores fabricavam manteiga e pães, e as menores varriam a casa, cuidavam das plantas e dos animais domésticos, claro, sempre depois da escola e ainda sobrava tempo para brincar e serem crianças. Enfim, era um povo decididamente trabalhador que, com essa conduta, exercitava a mente e o corpo, recebendo, em troca, a saúde e a alegria para todos.

Quando, porém, o estudioso foi avaliar o comportamento do povo do sopé da montanha, encontrou pessoas que só se levantavam quando o sol já era alto e que plantavam somente o essencial para não morrerem de fome; que passavam horas a fio deitadas em redes, à sombra das árvores, em longos cochilos. Esqueciam-se de cuidar do gado e perdiam, frequentemente, várias cabeças.

- Plantar dá muito trabalho. - diziam eles ao estudioso - Nós preferimos comer as frutas da estação!

- E quando não é época de frutas? - indagou o pesquisador.

- Então, plantamos um pouco de milho e comemos.

Com essa procedimento preguiçoso, sem exercitarem o corpo e a mente, iam adquirindo enfermidades advindas da inércia, da inatividade, e transformando-se, aos poucos, em um povo derrotado.

O trabalho é uma lei da Natureza. Mesmo aqueles incapacitados para o trabalho físico devem usar o trabalho mental e espiritual, procurando, sempre, uma maneira de ser a ferramento de serviço de Deus.

Trabalhar é ter saúde!

"Quem trabalha paga a vida que Deus lhe deu. Quem não trabalha rouba-a!"

Roseni Teixeira Pereira



* Solicitar que eles descrevam cada povo que habitava cada um dos vilarejos.

* Perguntar o que o pesquisador descobriu ?

* Fazer um cartaz com as diversas profissões existentes. (cartolina, cola, tesoura, jornais e revistas)

Idéia: Colar o objeto e ao lado a profissão que fez aquele objeto.

Aula: Lei de Conservação – Desperdícios

Abaixo sugestões para orientar o evangelizador no desenvolvimento das idéias:

Quais são os bens da Terra? A natureza, moradia, transporte, alimentação, roupas, escola.

Devemos preservar os bens terrenos cuidando do lugar onde moramos, da nossa escola, atentando para que não haja desperdício de comida e água, roupas e brinquedos em excesso, ou má utilização da natureza, como destruição.

Vivemos um projeto de vida para termos o mínimo necessário para viver e evoluir, mas muitas vezes utilizamos mal os bens que temos. Em uma outra encarnação podemos vivenciar a falta daquilo que não valorizamos anteriormente.

O limite dos bens Terrenos é o da necessidade de cada um. Ex: comer em excesso pode ocasionar doenças e até mesmo a morte.
Não é errado procurar o bem-estar, desde que seja de modo honesto, trabalhando de modo correto para conseguir as coisas Terrenas, sem roubar e sem ficar triste se não tem todas as coisas que gostaria.

O que é necessário? O que é supérfluo? Como fazer a diferença?

Explicar o que é a posse do necessário (o que é necessário para que vivamos com equilíbrio, sem excessos e sem revolta pelo que não temos), consciência tranqüila (certeza de que estamos fazendo o nosso melhor a cada dia, nos esforçando para ter bons pensamentos e atitudes no bem) e fé no futuro (confiar em Deus e realizar a nossa parte). O Livro dos Espíritos, questão 922.

Por intuição ou por experiência podemos compreender o que faz bem ao nosso corpo e a nossa alma (que somos). Os excessos podem nos prejudicar e aos outros, pois o que nos sobra pode faltar a outras pessoas. Quem desperdiça não está sendo caridoso (a caridade integral pode ser compreendida como todo o bem ao nosso alcance).

Muitas vezes colocamos nossa atenção em coisas que não são necessárias e sofremos se não as temos; às vezes guardamos para "ter" e não usamos! Exemplos: roupas guardadas até amarelar ou que não nos servem, roupas em excesso quando tem tantas pessoas que não tem o que vestir, água correndo no chuveiro ou em torneiras, comida que sobra no prato; brinquedos em excesso.

Não cuidar do que temos também é desperdiçar: livros, brinquedos, material escolar. Propor a elaboração de um cartaz: Desperdícios x Ações para Evitar. Exemplos que podem surgirem na aula:

● Desperdício de água - não deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes, banhos mais rápidos, não deixar torneiras pingando, não usar a água como vassoura para lavar as calçadas.

● Não deixar comida no prato - servir apenas o que vai comer ou em pequenas quantidades.

● Não deixar as roupas amarelarem no armário sem uso - doar as roupas que não nos servem mais ou que não são usadas.

● Guardar brinquedos que não usamos mais - doar às crianças que não tem brinquedos para que elas possam brincar.

● lâmpadas acessas ou TV ligada mesmo sem ninguém no ambiente – apagar a luz, desligar a TV se ninguém estiver assistindo.

Aula: Evangelho no Lar

        Desenvolver os itens abaixo, comentando as observações das crianças. Na parte final, ou na próxima aula, fazer um Culto com as crianças, como se fossem membros de uma mesma família.


        A prática da oração semanal, em família, já era adotada pelos Judeus, ao tempo de Jesus. Os Judeus ainda reúnem a família, às sextas-feiras, à noite, antes do jantar, para um momento religioso, que se constitui de uma leitura, pelo chefe da casa ou por alguém que lhe faça as vezes, de um texto dos Profetas e, depois, um comentário. Os Judeus usam, nessa oportunidade, acender as velas de um castiçal, entre outras práticas de um pequeno ritual.

        Jesus, que nasceu e cresceu no seio do Judaísmo, não só conhecia, como valorizava essa prática religiosa tradicionalmente vivida em família. O Mestre deixou testemunho de sua apreciação a respeito desse momento religioso vivido no lar, em diálogo com Simão Pedro, numa oportunidade em que estava hospedado na casa do Apóstolo.

         O Mestre aproveitou a ocasião para mostrar o que é essencial nessa reunião em família, tirando dela aquilo que não era essencial, como o uso de velas e de um ritual que conssistia na distribuição  de um pedacinho de pão e um pouco de vinho a cada um dos participantes. Depois de uma conversa com o dono da casa, a respeito do papel educativo do lar perante o mundo, o Mestre convida-o a reunir os familiares em torno da mesa e, para deixar registrado que não se tratava apenas de oração, mas sim de estudo, conversação nobre e meditação elevada, ele – que não precisaria nunca consultar textos escritos – deixou-nos também o testemunho da necessidade da consulta aos “escritos da sabedoria”, conforme relato de Néio Lucius, no capítulo primeiro do livro “Jesus no Lar”:

        “Simão Pedro fixou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

        – Mestre, seja feito como desejas.

        Então Jesus, convidando os familiares do Apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro Culto Cristão do Lar.”

        Essa prática da leitura nobre, da conversação sadia e da meditação elevada no seio da família desapareceu com o passar dos séculos, subsistindo, no meio Católico Romano apenas as chamadas rezas, novenas e trezenas, levadas a efeito apenas em ocasiões especiais. Com a Reforma, algumas das igrejas protestantes reviveram essa prática, retomando-lhe o caráter de atividade semanal, mas não recuperaram a prática do estudo, da conversação e da meditação elevada, limitando-se à leitura da Bíblia e ao cântico de salmos e de hinos sacros.

         Reviver integralmente a prática ensinada por Jesus ficou mais fácil para o Espiritismo, por ser uma  religião sem templos (vide aulas 15 “B” e 35 “B” ). No espírita, não se forma o hábito do comparecimento ao Centro para o “encontro com Deus”, na “casa de Deus”, de vez que o Centro Espírita é considerado uma casa de trabalho e não, necessariamente, de oração. Assim, fica mais fácil estabelecer-se o templo no lar, sacralizando-o. O ensinamento dos Espíritos é sempre no sentido de reunir-se a família no lar, para a oração em conjunto, para o estudo, a conversação elevada e a meditação. A essa prática dá-se o nome de “Estudo do Evangelho no Lar”, ou “Culto do Evangelho no Lar”, ou, ainda, “Culto Cristão do Lar”. Aprendemos, com os Espíritos, que o nosso lar deve ser o nosso templo, o nosso santuário.

         “O Culto do Evangelho no Lar” não é uma inovação. É uma necessidade em toda a parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

         Quando o ensinamento do Mestre vibre entre quatro paredes de um templo doméstico, os pequenos sacrifícios tecem a felicidade comum.”(Emmanuel, “Instrumentos do Tempo”, cap. 38).

         “Dedica uma das sete noites da semana ao Culto do Evangelho no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa. Prepara a mesa, coloca a água pura e ora. Jesus virá em visita.Quando o lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu.

         Quando a família ora, Jesus se demora em casa.

         Quando a família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.

         Se alguém, num edifício de apartamentos, alça ao Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.” (Joanna de Ângelis, “Messe de Amor”, cap. 59).

         “Ao menos uma vez por semana, formar o Culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas. Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.” (André Luiz, “Conduta Espírita”, cap. 5).

         Existem, como essas, dezenas de mensagens dos Espíritos, concitando a que grupos familiares se reúnam, nos próprios lares, a fim de orarem, estudarem e meditarem. No Espiritismo, aprendemos que, ao  orarmos, produzimos vibrações superiores, que impregnam o ambiente, até mesmo as paredes do recinto onde nos encontramos. Com a repetição, o local fica como que saturado de energias nobres, que podem ser vistas, em forma de luz, conforme se lê no seguinte trecho:

          “Em todos os compartimentos havia luz do nosso plano, indicando a abundância dos pensamentos salutares e construtivos de todas as mentes que ali se entrelaçavam na mesma comunhão de ideal.” (André Luiz, “Obreiros da Vida Eterna”, cap. 12).

         Sabedores dessas verdades, devemos implantar o Culto Cristão em nossos lares. Para isso, devemos proceder com simplicidade e boa vontade:

         Inicialmente, deve-se escolher dia da semana e hora em que todos, ou o maior número possível dos membros da família possam estar presentes. A partir daí, observar rigorosamente o horário de início, pois de acordo com a responsabilidade demonstrada pelos participantes, haverá Espíritos que estarão presentes para auxiliarem nos estudos e dispensarem outros benefícios aos presentes.

         Não há necessidade da presença de pessoas portadoras de grande conhecimento da Doutrina Espírita, a fim de explicarem o que for lido. Pouco a pouco, os participantes do Culto irão desenvolvendo a capacidade de captar a inspiração dos Benfeitores Espirituais, desenvolvendo, também, sua própria capacidade de interpretação. O elemento mais necessário é a boa vontade e o desejo sincero de reunir o grupo familiar para a oração e o estudo.

         A região poderá ser feita na sala onde se fazem as refeições, em torno da mesa, ou em outra dependência da casa. Não há necessidade de toalha, de flores, ou de qualquer outro objeto de adorno, além daquilo que se usa normalmente. Nada além do material de leitura, como livros, mensagens, e uma vasilha com água, que os Benfeitores Espirituais magnetizam e que, ao final da reunião, será servida aos participantes.

         Depois da prece inicial – que deverá primar pela espontaneidade – deve-se ler um trecho de O “Evangelho segundo o Espiritismo”, que será comentado, na medida do possível, pelos presentes. Poderão ser lidas páginas de outros livros da Doutrina, ou mensagens avulsas. Todos os participantes devem cuidar para que a conversação seja equilibrada e construtiva, falando um por vez, evitando-se, assim, a agitação do ambiente pela elevação do volume de vozes. O Culto do Evangelho no Lar propicia excelente oportunidade para que se desenvolva a capacidade de ouvir e de aguardar a vez de falar.

As crianças deverão ter oportunidade para falar, ocasião em que poderão comentar os ensinamentos recebidos na Escola Espírita de Evangelização. Nesse particular, o Evangelizador deverá orientar as crianças no sentido de participarem ativamente da conversação que deverá ser estabelecida no Culto, pedindo elas, sempre, explicações daquilo que não conseguiram compreender.

O Culto do Evangelho no Lar deve ter a participação de apenas aquelas pessoas que habitam a mesma casa. Na hipótese de haver parentes ou amigos que queiram participar, poderão fazê-lo como convidados, mas não em caráter permanente. Se essas pessoas realmente desejarem participar de um Culto, o mais acertado será ajudá-las a que instalem também elas o seu Culto em suas casas.

No Culto do Evangelho no Lar não devem ocorrer manifestações mediúnicas. O recurso do passe deve ser usado apenas para as pessoas pertencentes ao grupo familiar. Deve-se tomar cuidado para que o Culto não se transforme num “posto de passes” para a vizinhança. Evidentemente, num caso especial, socorre-se algum necessitado, devendo-se encaminhá-lo, posteriormente, a um Centro Espírita.

Da mesma forma que deve ser observado o horário para o início, o horário de término deve ser estabelecido, a fim de que os Espíritos possam também eles se programarem. O tempo ideal vai de meia a uma hora. O encerramento deve ser feito com uma prece simples, através da qual se agradeça ao Alto os benefícios recebidos.

Depois de explicar às crianças todos os procedimentos e as vantagens decorrentes da prática do Culto do Evangelho no Lar, fazer com elas, na parte final da aula - ou na aula seguinte - um Culto completo, que contenha as etapas citadas no roteiro. Deve-se ressaltar que não se trata de um ritual que deva ser seguido à risca. É apenas um roteiro, uma orientação. O essencial é que haja uma prece inicial e outra final, alguma leitura nobre, e que os comentários, ou seja, o uso da palavra se faça equilibrado, evangélico.



Material Didático: Cópias do roteiro e da bibliografia recomendada.





    






ROTEIRO DE UM CULTO DO EVANGELHO NO LAR        



         1. Prece inicial.

       2. Leitura de um trecho de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, ou de outro livro citado na bibliografia, ou de mensagem avulsa, cujo teor seja adequado.

         3. Fazer comentário do que foi lido, incentivando todos à participação

         4. Leitura de outra página, caso a primeira não tenha suscitado comentário suficiente.

         5. Prece de encerramento, que pode incluir pedido de amparo a necessitados encarnados e desencarnados.

         6. Distribuição da água fluidificada aos participantes da reunião.