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Atividade: Teatro de Natal O nascimento de Jesus

Encenação do nascimento de Jesus, através de crianças, costurada pela narração.




NARRADOR:
Há muitos anos atrás, em uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, havia uma jovem que se chamava MARIA... jovem que tinha um coração bom e limpinho... e Deus escolheu Maria para ser a mãe do menino Jesus (aquele que seria o salvador)... Um dia, um lindo anjo, enviado por Deus, trouxe uma mensagem para Maria...e o anjo disse assim:


Uma criança, vestida de branco entra na cena, ergue os braços e os mantém erguidos enquanto o narrador fala:


"SALVE AGRACIADA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO: BENDITA ÉS TÚ ENTRE AS MULHERES - NÃO TEMAS!!! PORQUE ACHASTE GRAÇA DIANTE DE DEUS,... EIS QUE DARÁ A LUZ UM FILHO E POR-LHE-ÁS O NOME DE JESUS, ESTE SERÁ CHAMADO FILHO DO ALTÍSSIMO, E O SEU REINO NÃO TERÁ FIM..."


Então um anjo mandou uma mensagem para José também... e o anjo do Senhor apareceu para José em sonho e lhe disse.:


Outra criança, representando José, entra e deita para dormir.


"JOSÉ FILHO DE DAVÍ, NÃO TEMAS RECEBER MARIA TUA MULHER, PORQUE O QUE NELA ESTÁ GERADO É O MESIAS, E DARÁ A LUZ UM FILHO E CHAMARÁS O SEU NOME JESUS, ...PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO.. "


E José, confiou nas palavras do anjo, pois sabia que ele era enviado por Deus, e José amava a Deus, e tinha fé.


Passou-se algum tempo.... e agora a barriguinha de Maria já estava grande,... mas eles precisavam viajar para Belém, para alistar-se na cidade onde nasceram, pois esta era a ordem do Rei,... E lá se foram, José, Maria e o menino Jesus ainda dentro da barriguinha de Maria, iniciaram então uma longa viajem... Ao chegarem em Belém, encontraram a cidade completamente cheia de pessoas vindas de todas as partes para alistar-se alí... Maria cansada, e quase para dar a luz.... escorava-se em José, e lá iam os dois à procura de uma quarto ou um lugar onde Maria pudesse descansar um pouco,... mas era inútil a procura,... ...tudo lotado, as hospedarias estavam cheias, e todos diziam: "NÃO HÁ LUGAR" quando em uma certa hospedaria alguém falou,...


2 ou 3 meninas representam a hospedaria; podem varrer o chão e tirar o pó de um canto do "palco".


... TALVEZ TENHAMOS UMA LUGARZINHO AQUI NA ESTREBARIA,... TALVEZ AQUI DÊ PARA VOCÊS DESCANSAREM UM POUCO...... É SÓ O QUE PODEMOS LHES OFERECER....."


E lá foram para estrebaria (lugar onde ficam os animais)... ERA O ÚNICO LUGAR, UMA SIMPLES E HUMILDE ESTREBARIA, e Maria, alí na estrebaria deu a luz, ao menino Jesus, o Salvador ...


E lá no campo, estavam os pastores, cuidando de seus rebanhos, quando um anjo lhes apareceu... e lhes deu a notícia do nascimento do menino Jesus, o Messias, o perfeito filho de Deus... E lá foram os pastores, ao encontro do menino Jesus; que alegria deveriam estar sentindo em seus corações, deixaram para trás o cansaço e saíram apressadamente....


Em um outro lugar, Deus mandava que uma estrela, guiasse também os Reis Magos até Belém, para que encontrassem o menino Jesus e o adorassem... e a estrela ensinou-lhes o caminho...


- Agora sim, estava completa aquela linda noite.... José, Maria, os pastores e os reis magos, ah... sem contar os animaizinhos, todos adoravam ao menino Jesus, deitado em uma simples manjedoura, mas que seria o Salvador ...


FIM: "JESUS NASCEU, ASSIM SE FEZ A NOITE DE NATAL"


As crianças cantam "Noite Feliz".

Atividade: Teatro de Natal A Estrela do Oriente

A Estrela do Oriente

Uma enquete de natal, onde personagens da época contam um pouco do que viram e sentiram, mixado com ações de então, fatos da vida de Jesus.
Anjo, Pastor, Mago, Maria, Madalena, paulo...

 Narração: Antes eram trevas. A humanidade caminhava pela face da terra, sem esperanças e sem uma alegria verdadeira. O homem, pelo pecado, estava separado de Deus. Vida e morte eram enigmas insolúveis e o ser humano não tinha uma direção espiritual. A sua trajetória era dolorosamente vazia. Onde estaria a solução para o homem? Onde a resposta que aliviasse o desespero das nações?

Entra em cena uma criança vestida de Anjo Protetor e Ora perante ao público.

Narrador:“Não temais. Eis que vos trago boas novas de grande alegria que será para todo o povo. Pois na cidade nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”

Sai o anjo entra um pastor com suas ovelhinhas olhando para o público, sorri e acaricia as ovelhas:

Narrador: Um anjo! E dirigiu-se ao pastor, um pobre homem dos campos! Obrigado, Senhor, por esta grande alegria: nasceu Jesus, o prometido das nações, o Príncipe da Paz, de que falaram as Escrituras. Agora, finalmente, o temos uma direção. A vida não será mais uma estrada escura e cheia de perigos. Nasceu Aquele que há de iluminar o caminho.
Preciso ir depressa a Belém ver isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber.


 Sai o pastor e as ovelhas e entra o Mago e olha para o céu!

Narrador:  Lá está ainda a mais bonita estrela que os meus olhos viram até hoje. Ela é magnífica e brilha desde o Oriente até o Ocidente e há de mostrar aos homens a direção da felicidade eterna. Espero que meus companheiros a tenham visto também e que procurem seguí-la. Aquele que não seguir o brilho da estrela estará perdido para sempre. Ah, nunca mais precisarei da magia para tentar encontrar a alegria. Agora que o Messias é nascido em Belém tenho certeza de conhecer o rumo certo para minha vida. Que noite maravilhosa! Muito obrigado, Deus Altíssimo!

Sai o Mago e entra o Apóstolo Pedro com uma rede de pesca na mão!

Narrador:  Não precisarei mais desta rede. Agora tenho uma missão tão importante: a de espalhar a boa nova da salvação para o mundo. O Mestre Jesus chamou a mim, Pedro, e a outros também, na mesma ocasião. Mas continua chamando até hoje, chama a você, a você... a todos chama continuamente para o seu trabalho que é o mais nobre de todos os trabalhos – o de conduzir as almas ao verdadeiro caminho que leva à vida eterna. Não deixe de ouvir o chamado de Cristo que começou na noite de Natal, na manjedoura em Belém.

Sai o Apóstolo Pedro e entra Maria e sorri para o público!

Narrador: Meu nome é Maria, irmã de Marta e Lázaro. O brilho da estrela iluminou de modo tão intenso meu coração que nunca desejei afastar-me da presença de Cristo Jesus. Estar junto a Ele, ouvir-lhe os ensinamentos era para mim a maior felicidade. Não esqueçam, todos vocês: “Aquele que crê em Jesus Cristo ainda que esteja morto, viverá”

Sai Maria e entra Paulo, o Apóstolo.

Narrador:  Sou Paulo, e antes de conhecer o imenso brilho da estrela, no caminho de Damasco, era conhecido como Saulo de Tarso. Eu era perseguidor dos cristãos, até que pude conhecer de perto o grande amor de Jesus, o nosso amado Salvador. A partir do meu encontro com a verdade, nunca mais deixei de levar adiante a mensagem de fé para humanidade. A Palavra de Jesus relata toda a minha trajetória, sem cansar-me, no intuito de fazer conhecido o caminho que é se espelhar em Cristo. Hoje, na noite de Natal, e em todos os dias. Ele está sempre conosco, até a consumação dos séculos.

Sai Paulo e entra uma samaritana.

Narrador: Fiquei conhecida através das Escrituras como a mulher samaritana. Eu morava numa cidade chamada Samaria e até ali chegou o brilho da presença de Jesus. Eu estava junto ao poço de Jacó quando Ele veio e, pedindo-me de beber, falou da água da fonte da vida, dizendo que se eu bebesse daquela água jamais voltaria a Ter sede. Eu deixei o meu cântaro e saí, então, anunciando a todos aquela verdade maravilhosa que possui meu coração. Oh, que hoje a doutrina Espírita possa saciar a sede na fonte cujas águas saltam para a eternidade.

Sai a samaritana.

Voz Oculta Masculina: “No primeiro dia da semana, muito de madrugada, Maria Madalena, juntamente com outras mulheres, foram ao sepulcro. Mas não encontraram o corpo de Jesus, que havia ressuscitado”.

 Entra Maria Madalena!

Madalena: Ele vive! Jesus Cristo. Encontramos no sepulcro um anjo, cujas vestes brilhavam mais do que o sol, mais do que mil relâmpagos, e ele nos disse que não procurássemos o que vivia entre os mortos. Oh, irmãos, que imensa alegria: o nosso Mestre Jesus venceu a morte para sempre! Não estamos mais sozinhos, tristes ou desesperados. Ele vive!... O menino da Manjedoura, o Rei dos Reis vive para sempre à destra de Deus, não é magnífico?ensinando a todos nós que a alma sobrevive ao corpo, ele é a prova.... Eu espero que esta noite de Natal encha de estrelas cada coração, em luzes lindíssimas que os conduzam à eternidade em Cristo Jesus.

 Entra todos os personagens e se abraçam.

Narrador:  Agora, irmãos, vamos todos nos cumprimentar e abraçar uns aos outros, alegres pelo nascimento de Jesus, na manjedoura em Belém.

História: O Talismã Divino.

Em um lugar tranquilo, Jesus palestrava. E lá A Mãe de João e tiago perguntou a Jesus:
- Senhor! Terás contigo algum talismã de cuja virtude possamos desfrutar? Algum objeto mágico
que possa nos oferecer?
Jesus pousou na poltrona os olhos penetrantes e falou:
- Realmente conheceço um talismã de maravilhoso poder. Usando-lhe os milagrosos recursos, é
possível iniciar a aquisição de todos os dons de Nosso Pai. Oferece a descoberta dos tesouros do
amor que resplandecem ao redor de nós sem que lhes vejamos, de pronto a grandeza. Descortina
o entendimento, onde a desarmonia castiga corações. Abre a porta às revelações da arte e da
ciência. Estende as possibilidades de luminosa comunhão com as fontes divinas da vida.
Convida a benção e da meditação nas coisas sagradas. Reata relações de companheiros em
discordância. Descerra as passagens de luz aos espíritos que se encontram nas sombras. Permite
abençoadas sementeiras de alegria. Reveste-se de mil oportunidades de paz com todos. Indica
vasta rede de trilhos para o trabalho salutar. Reveste mil modos de enriquecer a vida que
vivemos. Facilita o acesso da alma ao pensamento dos grandes mestres. Dá comunicação com
os mananciais celestes da intuição.
- Quer mais? - disse o senhor, imprimindo enfâse a pergunta.
E após sorrir, continuou:
- Sem esse divin talismã, é impossível começar qualquer obra de luz e paz na terra.
Os olhos dos ouvintes mostravam expressões de assombro, quando a esposa de Zebedeu perguntou
espantada:
- Mestre, onde podemos adquirir semelhante benção? Precisamos deste acumulador de felicidade.
O cristo, então acrescentou bem humorado:
- Este bendito talismã isabe, é propriedade comum a todos. É a hora que estamos atravessando.
Cada minuto de nossa alma permanece revestido de prodígio poder oculto, quando sabemos usar
para o Bem, porque toda a grandeza e toda a decadência, toda a vitória e toda a ruína são iniciadas
com a colaboração do dia.
E diante da perplexidade de todos, rematou:
- O tempo é o divino talismã que devemos aproveitar.



Fonte: Livro Jesus no Lar – Francisco Candido Xavier, pelo espírito Neio Lúcio, Capítulo 22, O
talimã divino.

Atividade: Dinâmica do Pirulito

Dinâmica: O Pirulito

Material: Meias calças usadas e 1 pirulito para cada evangelizando.


Cada evangelizando é amarrado com as meias de nilon, as mãos para trás, somente as mãos. O aluno ganha 1 pirulito com as mãos amarradas. Após todos estarem amarrados e com os respectivos pirulitos nas mãos, a profe pede que comam os pirulitos.

Logo, os evangelizandos vão perceber que não é possível comer o pirulito com as mãos amarradas para trás. Deixar até que um deles resolva pedir ajuda aos seus coleguinhas. Todos vão perceber que será possível comer o pirulito se alguém ajudar a abrir o papel e colocar na boca do colega.

Esta dinâmica serve para trabalhar com eles os sentimentos de solidariedade, bondade, caridade e egoísmo.

Após a dinâmica explicar aos alunos a passagem do Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 15 Fora da Caridade não há salvação de forma susinta e simples para a compreensão dos pequenos.

Parábola do Bom Samaritano



            Chegará um dia que Jesus fará a separação dos homens assim como um pastor separa as ovelhas dos bodes e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à esquerda.

            Então Ele dirá aos que estarão à sua direita: Vinde, vós que fostes benditos por meu pai, possuí o reino que vos foi preparado desde o início do mundo; porque eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; tive necessidade de alojamento e me alojastes; estive nu e me vestistes; estive doente e me visitastes; estive na prisão e viestes me ver.

            Então os justos lhe responderão: Senhor, quando foi que vos vimos com fome e vos demos de comer, ou com sede e vos demos de beber? Quando foi que nós vos vimos sem teto e vos alojamos, ou sem roupa e vos vestimos? E quando foi que vos vimos doente ou na prisão e viemos vos visitar?

E o rei lhes responderá: Eu vos digo em verdade, quantas vezes o fizeste com relação a um destes mais pequenos de meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.

E dirá, em seguida, para aqueles que estarão à sua esquerda: Retirai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e para seus anjos; porque eu tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; tive necessidade de teto e não me alojastes; estive nu e não me vestistes; estive doente e na prisão e não me visitastes.

Então eles lhe responderão também: Senhor, quando foi que vos vimos com fome, com sede, ou sem roupa, ou doente ou na prisão, e deixamos de vos assistir? Mas ele lhes responderá: Eu vos digo em verdade, todas as vezes que deixastes de dar essas proteções a um desses mais pequenos, deixastes de dá-las a mim mesmo.

E então estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna.

Então um doutor da lei se levantou e disse para Jesus: Mestre, o que é preciso que eu faça para possuir a vida eterna? Jesus lhe respondeu: O que está escrito na lei? O que lê nela? Ele lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito, e vosso próximo como a vós mesmos. Jesus lhe disse: Respondestes muito bem; fazei isso e vivereis.

Mas esse homem, querendo parecer que era justo, disse a Jesus: E quem é meu próximo? E Jesus, tomando a palavra, lhe disse:



Um homem que descia de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos de ladrões que o despojaram, cobriram-no de feridas e se foram, deixando-o semi-morto. Aconteceu, em seguida, que um sacerdote descia pelo mesmo caminho e tendo-o percebido, passou do outro lado. Um levita, que veio também para o mesmo lugar, tendo-o considerado, passou ainda do outro lado.  Mas um Samaritano (herético) que viajava, chegando ao lugar onde estava esse homem, e tendo-o visto, foi tocado de compaixão por ele. Aproximou-se, pois, dele, derramou óleo e vinho em suas feridas e as enfaixou; e tendo-o colocado sobre seu cavalo, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas e as deu ao hospedeiro, dizendo: Tende bastante cuidado com este homem, e tudo o que despenderdes a mais, eu vos restituirei no meu regresso.

Qual desses três vos parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?  O doutor lhe respondeu: Aquele que exerceu a misericórdia para com ele. Ide pois, lhe disse Jesus, e fazei o mesmo.




Todas as lições de Jesus se resumem na caridade e na humildade, quer dizer, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.
Em todos os seus ensinamentos, Ele mostra a caridade e a humildade como sendo o caminho da felicidade eterna.
Jesus disse:
Bem-aventurados os pobres de espírito (os humildes), porque deles é o reino dos céus;
Bem aventurados os que têm puro o coração, os que são brandos e pacíficos, os que são misericordiosos;
Amai o vosso próximo como a vós mesmos;
Fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem;
Amai os vossos inimigos;
Perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados;
Fazei o bem sem ostentação;
Julgai a vós mesmos antes de julgar os outros;


Jesus levará em conta apenas uma coisa: a prática da caridade. A caridade é a única condição para a salvação.

Como Vivem os Espíritos



 A vida material aqui na Terra,
nada mais é do que uma
tentativa da cópia da vida Espiritual,
por isso, que não há de  estranhar-se que
a vida continua.

Nosso Lar é a cidade modelo de organização que
temos desde 1943. É uma colônia-cidade,
habitada por homens e mulheres,
jovens e adultos, que já se desvencilharam
do corpo físico.

A morte não opera milagres,
conforme o espírito amadurece na condição de
serviço, o auxílio ao próximo e
a si mesmo acontece naturalmente.

É com o trabalho diário de 8 horas de serviço que
cada criatura consegue agarinhar o bônus-hora.
Podendo o espírito ter 4 horas de   esforço
extraordinário, sendo que os serviços sacrificiais
ligados à educação e a crianças podem ser
duplicados ou até mesmo triplicados.

Bônus-hora é uma ficha de serviço individual
com valor aquisitivo. Cada ministério
possui o seu bônus-hora.
Nenhum espírito no plano maior fica sem moradia e
vestimentas, todos são ajudados e encaminhados a casas
de socorros. Mas o espírito que trabalha
pode adquirir casa própria
com seus próprios esforços
em benefício do próximo. Conforme
relata em Nosso Lar, com 30000 bônus-horas o
espírito pode adquirir a moradia.

A mobília da casa também pode ser modificada a partir
dos esforços de trabalho,
porém todas as moradias são iguais e cada espírito
pode adquirir somente uma casa. Portanto, se você
estava pensando em montar uma imobiliária
no outro lado, esqueça!!

Aquele que possui casa própria pode
deixa-la como herança para seus familiares e
amigos ligados por laços de afinidade,
ao regresso na Terra.

É através do bônus-hora que os
espíritos conseguem se trajar com roupas diferenciadas,
pois, todos recebem do mesmo modo.

Há na cidade do além lazer para os espíritos.
Como aqui, lá existe parque florido,
recantos verdes, de encantadora beleza,
teatro, biblioteca, cinema e
até locais onde os amantes tecem as mais lindas
promessas de amor, como podemos observar
no capítulo "No Bosque das Águas" de Nosso Lar.
O amor, na realidade, está além das atrações físicas.
"O amor que os une é para eles
a fonte de uma suprema felicidade".
(Livro dos Espíritos item 296).

O trabalho, como podemos observar
é muito importante em nossas vidas.
Com o trabalho também podemos interceder
por familiares e por espíritos afins.

Hoje já observam o trabalho de vários profissionais
ligados a mente humana buscando compreender e
tentar fazer com que as pessoas trabalhem felizes,
buscando a felicidade naquilo que exercem.

em Nosso Lar observamos,
que há muito já acontece. Os espíritos trabalham nas
oficinas e nas fábricas, com uma musica que
eleva a alma. A música é para eles o estímulo de
alegria que intensifica o trabalho.

Quanto à alimentação, os espíritos também se alimentam.
Eles absorvem os fluidos benéficos de
frutas perfumadas, tem uma alimentação regada
de sucos e caldos, pois, necessitam
recompor energias em auxílio do próximo.

É importante lembrarmos que
o amor é o pão divino das almas,
o pábulo sublime dos corações e
com certeza um dia teremos ele como nosso
verdadeiro alimento.



ONDE VIVEM OS ESPÍRITOS

Através da vasta bibliografia espírita
sobre o assunto, pudemos ter um maior  conhecimento
sobre a vida dos espíritos no plano espiritual.
E são justamente eles quem nos fornecem
diversos dados e detalhes de suas moradias que
até pouco tempo eram desconhecidas.

André Luiz, foi o precursor desta divulgação,
relatando-nos a estrutura e organização da cidade
Nosso Lar. Todavia, assim como ela,
existem outras milhares de  cidades e
postos de socorro no plano espiritual,
com sua  administração, organização e
responsabilidades próprias.

As cidades ou colônias espirituais,
têm uma estrutura "semelhante" às nossas,
porém são detentoras de uma  organização,
atividade e beleza incomparáveis.

Pelos relatos que nos foram transmitidos,
através das obras supracitadas,
essas cidades possuem edificações sólidas,
como hospitais, escolas, residências, edifícios,
fábricas etc.

Estas construções são realizadas por espíritos
especializados, que através de seus pensamentos,
manipulam o fluído cósmico universal,
a fim  de edificarem as construções necessárias,
podendo ser alteradas ou "demolidas",
por seus criadores, de acordo com a necessidade e
a conveniência.

Yvone A. Pereira, relata-nos:

"... A força motora dos seus pensamentos
poderosamente associados e disciplinados,
irradiando energias cuja natureza o homem ainda
não poderá conhecer, agirá sobre aqueles fluídos e
essências e edificará o que antes fora delineado
e desejado" (in, Devassando o Invisível, pág. 33 e 34).

Justamente por este motivo,
os espíritos não atravessam as paredes das casas,
nas colônias espirituais, porque a substância delas
é concreta, em relação a eles,
tendo a mesma dimensão e o mesmo nível de matéria
que à de seus corpos. Porém eles podem atravessar
as paredes das casas terrestres, bastando saber como
conduzir o próprio pensamento, pois  a matéria
de seus corpos não estão no mesmo nível e
dimensão da nossa matéria.

As residências possuem repartições,
como sala,  quartos, banheiro e são mobiliadas
com alguns móveis e utensílios eletrônicos que
já conhecemos, como cama, mesa, cadeira, TV, rádio e
outros que ainda nos são desconhecidos. Destaca-se que
tudo tem  sua utilidade, pois lá
não há lugar para supérfluos.

Da mesma forma, as demais repartições,
como hospitais, escolas etc também têm os utensílios
necessários para  suas atividades.

Além das construções, nas cidades espirituais
há animais e vegetações. Merecendo um destaque especial
os jardins, as flores, que são descritas
de forma maravilhosa, com cores mais vivas, belas e
com espécies  diferentes das que conhecemos na Terra.

Um dos motivos de tamanha beleza é
a vibração mental dos espíritos que habitam as colônias.
Aliás, André Luiz  relata-nos que no Nosso Lar,
os habitantes equilibrados têm o compromisso de
não emitirem pensamentos contrários ao bem, ou seja,
eles devem zelar pela manutenção de um
bom padrão vibratório na colônia.

Todas as cidades possuem uma Administração,
cujo governo ocorre por determinação superior,
segundo o conhecimento, mérito e a
capacidade administrativa, sendo que
os demais habitantes trabalham não só pelo
próprio aperfeiçoamento como também cooperam para a
evolução da região onde residem e de
um modo geral com o bem comum.

Os postos de socorro, são construções
erguidas pelos espíritos de bem dentro da região do
Umbral, a fim de  prestarem o auxílio,
principalmente aos espíritos necessitados nas
proximidades de sua localização.

Tais postos, podem ser fixos ou não,
neste último caso, eles possuem mecanismo de
deslocamento, o que possibilita sua transferência
para a região onde deseja auxiliar.

Por estarem situados no Umbral,
são cercados por grandes muros, assim como
algumas cidades, que servem para protegê-los de
eventuais ataques dos espíritos inferiores.
Um detalhe interessante é a existência de
espíritos vigilantes, que cuidam da segurança
destes postos e de algumas cidades.

Apesar de serem menores que as cidades,
possuem a estrutura semelhante a delas, a fim de
proverem suas necessidades. Assim, têm hospitais
equipados, para os espíritos enfermos e necessitados,
residências  ou alojamentos para os
espíritos trabalhadores, jardins, plantações,
animais e uma administração coordenada
por um espírito designado para  esta função.

Ressalta-se que a maioria dos trabalhadores
dos postos de socorro, assim como das cidades de
transição, não são espíritos superiores,
elevados e sim espíritos medianos, que ainda
terão várias reencarnações.

Para encerrar, um fato interessante:
em princípios foram os espíritos quem nos forneceram
informações sobre as suas moradias, hoje,
além deles, os encarnados têm contribuído e muito
para esta divulgação.

Vejamos o comentário de Antônio F.Rodrigues:
"O livro "Life After Life, do
Dr. Raymond A. Moody (pesquisador não espírita),
'bestseller' nos EUA, é um desses livros que nos
fala dessas experiências inusitadas,
agora complementado com o livro
'Reflections nos Life After Life', que nos traz o
resultado de novas entrevistas com os que permaneceram
alguns instantes na outra dimensão da vida,
mas retornaram por não ter ainda chegado a sua hora
de regresso à pátria espiritual.
Transformados com essa experiência, emocionados nos
relatam o encontro com seres luminosos, quais
anjos de bondade e compreensão, que aconselham e
consolam, orientam e encorajam. Descrevem cidades com
edifícios resplandecentes, assim como
nascentes de águas cristalinas, além de música
celestial que deliciosamente havia no ar,
transmitindo paz infinita, com uma sensação
presente de amor. E não se trata de algumas testemunhas,
mas sim de centenas de casos quase coincidentes,
variando apenas nos pormenores"
(in Como vivem os espíritos, pág. 37, 38).

Através deste breve relato,
percebemos que existem várias semelhanças
entre a estrutura da vida material e da espiritual.
E se aqui nós trabalhamos, estudamos e temos
várias outras atividades, lá essas são muito mais
intensas, conforme veremos no próximo estudo.


(Clarice Cristina de Oliveira)

Emancipação do Perispírito











Jogo: Evangelho

     Este jogo, você pode aplicar da seguinte maneira: cada pergunta com as opções você coloca em papéis dentro de cada balão com uma bala, então cada aluno tem o direito de furar um, se o evangelizando acertar, ele fica com o prêmio, caso contrário, acumula o prêmio para o próximo.


1)     O ideal é que o “Culto do Evangelho no Lar” seja feito:
a)     2 vezes por semana
b)     1 vez por semana
c)      3 vezes por semana

2)     Por que o “Culto do Evangelho no Lar” deve ser feito sempre no mesmo horário?
a)     Para não esquecermos de fazê-lo
b)     Porque há uma organização espiritual para isso, a qual não devemos desrespeitar

3)     Para realizar o “Culto do Evangelho no Lar” é preciso:
a)     Ter boa vontade, desejo de orar e estudar
b)     Ter a presença de um médium
c)      Ter mais que 5 participantes

4)     É necessário que pelo menos 1 dos participantes tenha grande conhecimento da Doutrina Espírita? Sim ou Não?

5)     O local para realização do “Culto do Evangelho no Lar” deve conter o seguinte:
a)     Não muita coisa, uma sala vazia com almofadas
b)     Mesa com uma toalha bonita, flores, velas
c)      Qualquer dependência da casa, livros, mensagens, jarra com água

6)     Durante o “Culto do Evangelho no Lar” devemos agir:
a)     Calmamente, esperando a vez de falar
b)     Agitando o ambiente para que os participantes não fiquem com sono
c)      Concentrando-se na atividade a ser feita assim que terminar o Evangelho

7)     O que não deve ocorrer no “Culto do Evangelho no Lar”?
a)     Prece inicial e final
b)     Manifestações mediúnicas
c)      Leitura de mensagens

8)     Na prece final do “Culto do Evangelho no Lar” é importante agradecer:
a)     A água que foi fluidificada
b)     A presença dos participantes
c)      Os benefícios recebidos com essa atividade

9)     Verdadeiro ou Falso:
“Ao fazermos o Evangelho no Lar, produzimos vibrações superiores que impregnam o ambiente.”

10) Verdadeiro ou Falso:
“O Culto do Evangelho no Lar é uma oportunidade que temos para falarmos a hora que quisermos, sem precisar esperar a hora adequada.”


História: O culto cristão no lar

       Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera im­produtiva e menos edificante, falou com bondade:

 - Simão, que faz o pescador quando se di­rige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e res­pondeu, hesitante:

Mestre, naturalmente, escolhemos os pei­xes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:

E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?

- Certamente, Senhor — redarguiu o pes­cador, intrigado —, modela o barro, imprimin­do-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e ful­gurante, insistiu:

E como procede o carpinteiro para alcan­çar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

- Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não apren­demos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como res­peitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fêz pequeno intervalo e continuou:

- Pedro, acendamos aqui, em torno de quan­tos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicilio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos hu­mildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, timido:

- Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação ele­vada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.




Fonte: Livro JESUS NO LAR Cap.1 O Culto Cristão no Lar Psicografia de Francisco Cândido Xavier-Neio Lúcio

Aula: Evangelho no Lar

        Desenvolver os itens abaixo, comentando as observações das crianças. Na parte final, ou na próxima aula, fazer um Culto com as crianças, como se fossem membros de uma mesma família.


        A prática da oração semanal, em família, já era adotada pelos Judeus, ao tempo de Jesus. Os Judeus ainda reúnem a família, às sextas-feiras, à noite, antes do jantar, para um momento religioso, que se constitui de uma leitura, pelo chefe da casa ou por alguém que lhe faça as vezes, de um texto dos Profetas e, depois, um comentário. Os Judeus usam, nessa oportunidade, acender as velas de um castiçal, entre outras práticas de um pequeno ritual.

        Jesus, que nasceu e cresceu no seio do Judaísmo, não só conhecia, como valorizava essa prática religiosa tradicionalmente vivida em família. O Mestre deixou testemunho de sua apreciação a respeito desse momento religioso vivido no lar, em diálogo com Simão Pedro, numa oportunidade em que estava hospedado na casa do Apóstolo.

         O Mestre aproveitou a ocasião para mostrar o que é essencial nessa reunião em família, tirando dela aquilo que não era essencial, como o uso de velas e de um ritual que conssistia na distribuição  de um pedacinho de pão e um pouco de vinho a cada um dos participantes. Depois de uma conversa com o dono da casa, a respeito do papel educativo do lar perante o mundo, o Mestre convida-o a reunir os familiares em torno da mesa e, para deixar registrado que não se tratava apenas de oração, mas sim de estudo, conversação nobre e meditação elevada, ele – que não precisaria nunca consultar textos escritos – deixou-nos também o testemunho da necessidade da consulta aos “escritos da sabedoria”, conforme relato de Néio Lucius, no capítulo primeiro do livro “Jesus no Lar”:

        “Simão Pedro fixou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

        – Mestre, seja feito como desejas.

        Então Jesus, convidando os familiares do Apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro Culto Cristão do Lar.”

        Essa prática da leitura nobre, da conversação sadia e da meditação elevada no seio da família desapareceu com o passar dos séculos, subsistindo, no meio Católico Romano apenas as chamadas rezas, novenas e trezenas, levadas a efeito apenas em ocasiões especiais. Com a Reforma, algumas das igrejas protestantes reviveram essa prática, retomando-lhe o caráter de atividade semanal, mas não recuperaram a prática do estudo, da conversação e da meditação elevada, limitando-se à leitura da Bíblia e ao cântico de salmos e de hinos sacros.

         Reviver integralmente a prática ensinada por Jesus ficou mais fácil para o Espiritismo, por ser uma  religião sem templos (vide aulas 15 “B” e 35 “B” ). No espírita, não se forma o hábito do comparecimento ao Centro para o “encontro com Deus”, na “casa de Deus”, de vez que o Centro Espírita é considerado uma casa de trabalho e não, necessariamente, de oração. Assim, fica mais fácil estabelecer-se o templo no lar, sacralizando-o. O ensinamento dos Espíritos é sempre no sentido de reunir-se a família no lar, para a oração em conjunto, para o estudo, a conversação elevada e a meditação. A essa prática dá-se o nome de “Estudo do Evangelho no Lar”, ou “Culto do Evangelho no Lar”, ou, ainda, “Culto Cristão do Lar”. Aprendemos, com os Espíritos, que o nosso lar deve ser o nosso templo, o nosso santuário.

         “O Culto do Evangelho no Lar” não é uma inovação. É uma necessidade em toda a parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

         Quando o ensinamento do Mestre vibre entre quatro paredes de um templo doméstico, os pequenos sacrifícios tecem a felicidade comum.”(Emmanuel, “Instrumentos do Tempo”, cap. 38).

         “Dedica uma das sete noites da semana ao Culto do Evangelho no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa. Prepara a mesa, coloca a água pura e ora. Jesus virá em visita.Quando o lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu.

         Quando a família ora, Jesus se demora em casa.

         Quando a família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto.

         Se alguém, num edifício de apartamentos, alça ao Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.” (Joanna de Ângelis, “Messe de Amor”, cap. 59).

         “Ao menos uma vez por semana, formar o Culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas. Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.” (André Luiz, “Conduta Espírita”, cap. 5).

         Existem, como essas, dezenas de mensagens dos Espíritos, concitando a que grupos familiares se reúnam, nos próprios lares, a fim de orarem, estudarem e meditarem. No Espiritismo, aprendemos que, ao  orarmos, produzimos vibrações superiores, que impregnam o ambiente, até mesmo as paredes do recinto onde nos encontramos. Com a repetição, o local fica como que saturado de energias nobres, que podem ser vistas, em forma de luz, conforme se lê no seguinte trecho:

          “Em todos os compartimentos havia luz do nosso plano, indicando a abundância dos pensamentos salutares e construtivos de todas as mentes que ali se entrelaçavam na mesma comunhão de ideal.” (André Luiz, “Obreiros da Vida Eterna”, cap. 12).

         Sabedores dessas verdades, devemos implantar o Culto Cristão em nossos lares. Para isso, devemos proceder com simplicidade e boa vontade:

         Inicialmente, deve-se escolher dia da semana e hora em que todos, ou o maior número possível dos membros da família possam estar presentes. A partir daí, observar rigorosamente o horário de início, pois de acordo com a responsabilidade demonstrada pelos participantes, haverá Espíritos que estarão presentes para auxiliarem nos estudos e dispensarem outros benefícios aos presentes.

         Não há necessidade da presença de pessoas portadoras de grande conhecimento da Doutrina Espírita, a fim de explicarem o que for lido. Pouco a pouco, os participantes do Culto irão desenvolvendo a capacidade de captar a inspiração dos Benfeitores Espirituais, desenvolvendo, também, sua própria capacidade de interpretação. O elemento mais necessário é a boa vontade e o desejo sincero de reunir o grupo familiar para a oração e o estudo.

         A região poderá ser feita na sala onde se fazem as refeições, em torno da mesa, ou em outra dependência da casa. Não há necessidade de toalha, de flores, ou de qualquer outro objeto de adorno, além daquilo que se usa normalmente. Nada além do material de leitura, como livros, mensagens, e uma vasilha com água, que os Benfeitores Espirituais magnetizam e que, ao final da reunião, será servida aos participantes.

         Depois da prece inicial – que deverá primar pela espontaneidade – deve-se ler um trecho de O “Evangelho segundo o Espiritismo”, que será comentado, na medida do possível, pelos presentes. Poderão ser lidas páginas de outros livros da Doutrina, ou mensagens avulsas. Todos os participantes devem cuidar para que a conversação seja equilibrada e construtiva, falando um por vez, evitando-se, assim, a agitação do ambiente pela elevação do volume de vozes. O Culto do Evangelho no Lar propicia excelente oportunidade para que se desenvolva a capacidade de ouvir e de aguardar a vez de falar.

As crianças deverão ter oportunidade para falar, ocasião em que poderão comentar os ensinamentos recebidos na Escola Espírita de Evangelização. Nesse particular, o Evangelizador deverá orientar as crianças no sentido de participarem ativamente da conversação que deverá ser estabelecida no Culto, pedindo elas, sempre, explicações daquilo que não conseguiram compreender.

O Culto do Evangelho no Lar deve ter a participação de apenas aquelas pessoas que habitam a mesma casa. Na hipótese de haver parentes ou amigos que queiram participar, poderão fazê-lo como convidados, mas não em caráter permanente. Se essas pessoas realmente desejarem participar de um Culto, o mais acertado será ajudá-las a que instalem também elas o seu Culto em suas casas.

No Culto do Evangelho no Lar não devem ocorrer manifestações mediúnicas. O recurso do passe deve ser usado apenas para as pessoas pertencentes ao grupo familiar. Deve-se tomar cuidado para que o Culto não se transforme num “posto de passes” para a vizinhança. Evidentemente, num caso especial, socorre-se algum necessitado, devendo-se encaminhá-lo, posteriormente, a um Centro Espírita.

Da mesma forma que deve ser observado o horário para o início, o horário de término deve ser estabelecido, a fim de que os Espíritos possam também eles se programarem. O tempo ideal vai de meia a uma hora. O encerramento deve ser feito com uma prece simples, através da qual se agradeça ao Alto os benefícios recebidos.

Depois de explicar às crianças todos os procedimentos e as vantagens decorrentes da prática do Culto do Evangelho no Lar, fazer com elas, na parte final da aula - ou na aula seguinte - um Culto completo, que contenha as etapas citadas no roteiro. Deve-se ressaltar que não se trata de um ritual que deva ser seguido à risca. É apenas um roteiro, uma orientação. O essencial é que haja uma prece inicial e outra final, alguma leitura nobre, e que os comentários, ou seja, o uso da palavra se faça equilibrado, evangélico.



Material Didático: Cópias do roteiro e da bibliografia recomendada.





    






ROTEIRO DE UM CULTO DO EVANGELHO NO LAR        



         1. Prece inicial.

       2. Leitura de um trecho de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, ou de outro livro citado na bibliografia, ou de mensagem avulsa, cujo teor seja adequado.

         3. Fazer comentário do que foi lido, incentivando todos à participação

         4. Leitura de outra página, caso a primeira não tenha suscitado comentário suficiente.

         5. Prece de encerramento, que pode incluir pedido de amparo a necessitados encarnados e desencarnados.

         6. Distribuição da água fluidificada aos participantes da reunião.



Origem do dia dos Pais

A idéia nasceu na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou e esculpiu o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Nos Estados Unidos, Sonora Smart resolveu criar o Dia dos Pais em 1909, motivada pela admiração que sentia por seu pai, o veterano da Guerra Civil William Jackson Smart. A data escolhida para a comemoração foi a de seu aniversário: 5 de junho. O interesse por ela difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington e daí se tornou uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais. Naquele país, ele é comemorado no terceiro domingo de junho.

Aqui no Brasil, a festa começou a ser comemorada em 1953. O jornal O Globo difundiu a data visando atrair anunciantes do comércio. Dois anos depois os jornais da Empresa Folha da Manhã se uniram a TV Record, a Rádio Panamericana (hoje Jovem Pan) e a Rádio São Paulo para festejar a data pela primeira vez em São Paulo. Para tal, organizaram um concurso para eleger os pais mais jovem, mais idoso e com maior número de filhos. Dos mil inscritos, ganharam o prêmio um rapaz de 16 anos, um senhor de 98 e um homem com 31 crianças. A princípio, a celebração ocorria no dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Depois foi transferida para o segundo domingo de agosto.

Alguns países festejam o Dia dos Pais no dia 1º de maio. Nos países de língua inglesa, o Dia dos Pais é em junho. Na Itália, a data é comemorada no dia 19 de março, dia de São José, considerado pai por excelência na tradição católica.