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Atividade

Dinâmica: APRENDENDO com o JOGO da VELHA


OBJETIVO: trabalhar a teoria da Doutrina dos Espíritos de maneira divertida. Este jogo pode ser usado para trabalhar conceitos novos, reforçar o conhecimento básico do Espiritismo ou para rever temas aprendidos em aulas anteriores.

MATERIAL: folha de papel pardo com o jogo da velha e o tema a ser trabalhado, desenhado e escrito grande o suficiente para que todos possam ler de seus lugares na sala de aula ; os símbolos do jogo da velha + e O recortados em cartolina, pelo menos 6 unidades de cada.

COMO APLICAR: em cada espaço que corresponde a uma “casa” do jogo da velha, escrever o tema que será trabalhado.O ideal é que esta etapa seja feita anteriormente, em casa.

Exemplo: para uma aula de reforço sobre a teoria básica da Doutrina, as 9 “casas” do jogo da velha podem ter as palavras - EVANGELIZAÇÃO; REINO DE DEUS; REENCARNAÇÃO; PLANETA TERRA; SOLIDARIEDADE; LIVRE-ARBÍTRIO; LEI DE CAUSA E EFEITO; PERDÃO; EGOÍSMO, onde cada palavra é escrita em uma “casa” do jogo.

A turma se divide em dois grupos, onde um grupo representa + e o outro, O. Alternadamente, os grupos escolhem uma palavra e dão a definição oralmente. A medida que vão acertando, os símbolos do jogo vão sendo marcados. A escolha das palavras devem visar o traçado de uma linha horizontal, vertical ou em diagonal, que é como funciona um jogo da velha tradicional. É importante o grupo perceber sózinho esta necessidade. Vence quem fizer primeiro a linha em um dos sentidos.

VARIAÇÕES: em cada “casa” do jogo da velha escrever a definição e o grupo precisa descobrir sobre o que se está falando.

Exemplo: maior ensinamento de Jesus (amor); forte mecanismo que nos impulsiona ao trabalho, ao esforço e ao progresso (vontade); conversa sincera com Deus e com os amigos espirituais e que nos trazem inspiração e conforto
(prece).

Como Vivem os Espíritos



 A vida material aqui na Terra,
nada mais é do que uma
tentativa da cópia da vida Espiritual,
por isso, que não há de  estranhar-se que
a vida continua.

Nosso Lar é a cidade modelo de organização que
temos desde 1943. É uma colônia-cidade,
habitada por homens e mulheres,
jovens e adultos, que já se desvencilharam
do corpo físico.

A morte não opera milagres,
conforme o espírito amadurece na condição de
serviço, o auxílio ao próximo e
a si mesmo acontece naturalmente.

É com o trabalho diário de 8 horas de serviço que
cada criatura consegue agarinhar o bônus-hora.
Podendo o espírito ter 4 horas de   esforço
extraordinário, sendo que os serviços sacrificiais
ligados à educação e a crianças podem ser
duplicados ou até mesmo triplicados.

Bônus-hora é uma ficha de serviço individual
com valor aquisitivo. Cada ministério
possui o seu bônus-hora.
Nenhum espírito no plano maior fica sem moradia e
vestimentas, todos são ajudados e encaminhados a casas
de socorros. Mas o espírito que trabalha
pode adquirir casa própria
com seus próprios esforços
em benefício do próximo. Conforme
relata em Nosso Lar, com 30000 bônus-horas o
espírito pode adquirir a moradia.

A mobília da casa também pode ser modificada a partir
dos esforços de trabalho,
porém todas as moradias são iguais e cada espírito
pode adquirir somente uma casa. Portanto, se você
estava pensando em montar uma imobiliária
no outro lado, esqueça!!

Aquele que possui casa própria pode
deixa-la como herança para seus familiares e
amigos ligados por laços de afinidade,
ao regresso na Terra.

É através do bônus-hora que os
espíritos conseguem se trajar com roupas diferenciadas,
pois, todos recebem do mesmo modo.

Há na cidade do além lazer para os espíritos.
Como aqui, lá existe parque florido,
recantos verdes, de encantadora beleza,
teatro, biblioteca, cinema e
até locais onde os amantes tecem as mais lindas
promessas de amor, como podemos observar
no capítulo "No Bosque das Águas" de Nosso Lar.
O amor, na realidade, está além das atrações físicas.
"O amor que os une é para eles
a fonte de uma suprema felicidade".
(Livro dos Espíritos item 296).

O trabalho, como podemos observar
é muito importante em nossas vidas.
Com o trabalho também podemos interceder
por familiares e por espíritos afins.

Hoje já observam o trabalho de vários profissionais
ligados a mente humana buscando compreender e
tentar fazer com que as pessoas trabalhem felizes,
buscando a felicidade naquilo que exercem.

em Nosso Lar observamos,
que há muito já acontece. Os espíritos trabalham nas
oficinas e nas fábricas, com uma musica que
eleva a alma. A música é para eles o estímulo de
alegria que intensifica o trabalho.

Quanto à alimentação, os espíritos também se alimentam.
Eles absorvem os fluidos benéficos de
frutas perfumadas, tem uma alimentação regada
de sucos e caldos, pois, necessitam
recompor energias em auxílio do próximo.

É importante lembrarmos que
o amor é o pão divino das almas,
o pábulo sublime dos corações e
com certeza um dia teremos ele como nosso
verdadeiro alimento.



ONDE VIVEM OS ESPÍRITOS

Através da vasta bibliografia espírita
sobre o assunto, pudemos ter um maior  conhecimento
sobre a vida dos espíritos no plano espiritual.
E são justamente eles quem nos fornecem
diversos dados e detalhes de suas moradias que
até pouco tempo eram desconhecidas.

André Luiz, foi o precursor desta divulgação,
relatando-nos a estrutura e organização da cidade
Nosso Lar. Todavia, assim como ela,
existem outras milhares de  cidades e
postos de socorro no plano espiritual,
com sua  administração, organização e
responsabilidades próprias.

As cidades ou colônias espirituais,
têm uma estrutura "semelhante" às nossas,
porém são detentoras de uma  organização,
atividade e beleza incomparáveis.

Pelos relatos que nos foram transmitidos,
através das obras supracitadas,
essas cidades possuem edificações sólidas,
como hospitais, escolas, residências, edifícios,
fábricas etc.

Estas construções são realizadas por espíritos
especializados, que através de seus pensamentos,
manipulam o fluído cósmico universal,
a fim  de edificarem as construções necessárias,
podendo ser alteradas ou "demolidas",
por seus criadores, de acordo com a necessidade e
a conveniência.

Yvone A. Pereira, relata-nos:

"... A força motora dos seus pensamentos
poderosamente associados e disciplinados,
irradiando energias cuja natureza o homem ainda
não poderá conhecer, agirá sobre aqueles fluídos e
essências e edificará o que antes fora delineado
e desejado" (in, Devassando o Invisível, pág. 33 e 34).

Justamente por este motivo,
os espíritos não atravessam as paredes das casas,
nas colônias espirituais, porque a substância delas
é concreta, em relação a eles,
tendo a mesma dimensão e o mesmo nível de matéria
que à de seus corpos. Porém eles podem atravessar
as paredes das casas terrestres, bastando saber como
conduzir o próprio pensamento, pois  a matéria
de seus corpos não estão no mesmo nível e
dimensão da nossa matéria.

As residências possuem repartições,
como sala,  quartos, banheiro e são mobiliadas
com alguns móveis e utensílios eletrônicos que
já conhecemos, como cama, mesa, cadeira, TV, rádio e
outros que ainda nos são desconhecidos. Destaca-se que
tudo tem  sua utilidade, pois lá
não há lugar para supérfluos.

Da mesma forma, as demais repartições,
como hospitais, escolas etc também têm os utensílios
necessários para  suas atividades.

Além das construções, nas cidades espirituais
há animais e vegetações. Merecendo um destaque especial
os jardins, as flores, que são descritas
de forma maravilhosa, com cores mais vivas, belas e
com espécies  diferentes das que conhecemos na Terra.

Um dos motivos de tamanha beleza é
a vibração mental dos espíritos que habitam as colônias.
Aliás, André Luiz  relata-nos que no Nosso Lar,
os habitantes equilibrados têm o compromisso de
não emitirem pensamentos contrários ao bem, ou seja,
eles devem zelar pela manutenção de um
bom padrão vibratório na colônia.

Todas as cidades possuem uma Administração,
cujo governo ocorre por determinação superior,
segundo o conhecimento, mérito e a
capacidade administrativa, sendo que
os demais habitantes trabalham não só pelo
próprio aperfeiçoamento como também cooperam para a
evolução da região onde residem e de
um modo geral com o bem comum.

Os postos de socorro, são construções
erguidas pelos espíritos de bem dentro da região do
Umbral, a fim de  prestarem o auxílio,
principalmente aos espíritos necessitados nas
proximidades de sua localização.

Tais postos, podem ser fixos ou não,
neste último caso, eles possuem mecanismo de
deslocamento, o que possibilita sua transferência
para a região onde deseja auxiliar.

Por estarem situados no Umbral,
são cercados por grandes muros, assim como
algumas cidades, que servem para protegê-los de
eventuais ataques dos espíritos inferiores.
Um detalhe interessante é a existência de
espíritos vigilantes, que cuidam da segurança
destes postos e de algumas cidades.

Apesar de serem menores que as cidades,
possuem a estrutura semelhante a delas, a fim de
proverem suas necessidades. Assim, têm hospitais
equipados, para os espíritos enfermos e necessitados,
residências  ou alojamentos para os
espíritos trabalhadores, jardins, plantações,
animais e uma administração coordenada
por um espírito designado para  esta função.

Ressalta-se que a maioria dos trabalhadores
dos postos de socorro, assim como das cidades de
transição, não são espíritos superiores,
elevados e sim espíritos medianos, que ainda
terão várias reencarnações.

Para encerrar, um fato interessante:
em princípios foram os espíritos quem nos forneceram
informações sobre as suas moradias, hoje,
além deles, os encarnados têm contribuído e muito
para esta divulgação.

Vejamos o comentário de Antônio F.Rodrigues:
"O livro "Life After Life, do
Dr. Raymond A. Moody (pesquisador não espírita),
'bestseller' nos EUA, é um desses livros que nos
fala dessas experiências inusitadas,
agora complementado com o livro
'Reflections nos Life After Life', que nos traz o
resultado de novas entrevistas com os que permaneceram
alguns instantes na outra dimensão da vida,
mas retornaram por não ter ainda chegado a sua hora
de regresso à pátria espiritual.
Transformados com essa experiência, emocionados nos
relatam o encontro com seres luminosos, quais
anjos de bondade e compreensão, que aconselham e
consolam, orientam e encorajam. Descrevem cidades com
edifícios resplandecentes, assim como
nascentes de águas cristalinas, além de música
celestial que deliciosamente havia no ar,
transmitindo paz infinita, com uma sensação
presente de amor. E não se trata de algumas testemunhas,
mas sim de centenas de casos quase coincidentes,
variando apenas nos pormenores"
(in Como vivem os espíritos, pág. 37, 38).

Através deste breve relato,
percebemos que existem várias semelhanças
entre a estrutura da vida material e da espiritual.
E se aqui nós trabalhamos, estudamos e temos
várias outras atividades, lá essas são muito mais
intensas, conforme veremos no próximo estudo.


(Clarice Cristina de Oliveira)

Atividade


História: A RATOEIRA

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo o tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique
tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho,
como o da ratoeira pegando sua vítima.

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a
mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O
fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.


*************************

Perguntar se gostaram da história, o que acharam do comportamento de cada um dos animais personagens, se o final poderia ter sido diferente, caso aqueles com que o rato foi falar tivessem agido de outra forma.

Deixar que dêem suas respostas livremente e comentá-las.

Em seguida, levá-los a ver que a galinha, o porco e a vaca foram extremamente egoístas, negando-se a fazer qualquer movimento prático em auxílio ao rato. Todos pensavam que nada lhes ocorreria por causa da ratoeira. Contudo, com o desenrolar dos fatos, o rato, que era o único preocupado no início, acabou por ser o único poupado pela morte. Se os animais que se recusaram a dar maior atenção ao problema do rato tivessem tentado ajudar, muito provavelmente a cobra não teria sido apanhada, a mulher não levaria a picada e os bichos que viraram alimento não teriam ido parar na panela.

Qual a grande lição do texto?

Após ouvir-lhes as opiniões, mostrar-lhes que, "se há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo". Em termos mais simples, se existe uma pessoa com uma dificuldade, ela não é a única
prejudicada.

Perguntar-lhes de que forma os animais da história poderiam ter ajudado o rato.

Ouvir e comentar respostas. A partir do que disserem, ajudá-los a perceber que há diferentes maneiras de auxiliar alguém, mas que nem todas são realmente boas para o ajudado. Os animais poderiam, por exemplo, ter simples e tão-somente desarmado a ratoeira, mas isso não ensinaria o rato a conseguir honradamente seu alimento. Poderiam, também, sugerir que ele ficasse um dia na casa de cada um deles, o que igualmente não o levaria a trabalhar pelo seu sustento. Muitas vezes, ao ajudarmos, fazemos aquilo que queremos, o que achamos mais fácil no momento. Um colega nosso está com dificuldade em um exercício do livro de Português. Para sermos solidários com ele, nos dispomos a ajudá-lo, mas logo vemos que ele tem muita dificuldade para aprender. Para que logo possamos fazer outra coisa, dizemos "deixa que eu faço para você".

Nesse exemplo, a pessoa que fez o exercício acha que deu uma ajudona, mas na verdade não foi assim, porque o colega continuou sem saber aquela matéria. Pode até ser que, em determinadas situações, uma pessoa peça que façamos por ela uma atividade que ela precisa realizar, para sua melhoria e aprendizagem. Podemos e devemos, claro, auxiliar, mas ensinando, acompanhando e incentivando. Se os animais da história livrassem o rato de todos os perigos, sem que ele precisasse fazer esforço, ele acabaria ficando preguiçoso e dependente dos outros.

Muitas vezes, um amigo quer que o ajudemos a fazer algo errado, ou que não vai trazer vantagem alguma para ele. Se ajudarmos, estaremos fazendo a vontade dele, mas na prática prejudicando-o. Se a galinha, o porco e a vaca tivessem estragado a ratoeira, ou arrumado eles mesmos o alimento para o rato, este não estaria se preparando para enfrentar futuros problemas, como o aparecimento de outras ratoeiras, ou a ausência dos amigos provedores da sua alimentação. O melhor para ele seria que os outros bichos o ensinassem a, no espaço grande de uma fazenda, buscar e conquistar seu alimento por si mesmo, embora isso talvez não fosse a vontade nem dele, nem dos outros. O melhor para todos na fazenda seria que os animais procurados, além de ensinarem o rato a conseguir honestamente seu alimento, avisassem a todos os outros a respeito da existência da ratoeira na casa. Dessa forma, a cobra não seria apanhada e todos
se livrariam.

Ao tentarmos resolver um problema, nosso ou de outra pessoa, devemos ter muito cuidado para não criar um novo problema. Vejamos exemplos: Um garoto quebra uma vidraça de sua casa com uma bola e sabe que seu pai ficará muitíssimo bravo com isso. Decide então ir atrás da nossa ajuda.

Pede que nós o escondamos por um tempo, ou que mintamos para o pai dele que quem quebrou o vidro foi outra pessoa. Se escondermos o amigo, cedo ou tarde ele terá que voltar para casa, seu pai ficará bravo do mesmo jeito, ou ainda mais, e não achará nada louvável nossa atitude, que não será aprovada também pelos nossos pais.

Se mentirmos, a pedido do nosso amigo, vamos nos tornar uma pessoa mentirosa por muito pouco e, de uma forma ou de outra, a verdade vira à tona. Quando isso acontecer, ficaremos em uma situação ruim. Pode ser que, para sustentar nossa mentira inicial, tenhamos que inventar várias outras. A mentira dificilmente vem sozinha.

Uma amiga nossa está com problemas em casa e decide fugir, sem ter preparação alguma para viver fora de seu lar. Pede nossa ajuda e a auxiliamos no seu objetivo. Mais tarde, seremos responsáveis se ela não se der bem, além do que não teremos tentado levá-la a resolver suas dificuldades de forma menos radical.

Por que o problema de uma pessoa não é só problema dela?

Após as respostas, comentar que vivemos em sociedade, portanto somos influenciados e influenciamos o tempo todo. Não há como nos isolarmos em uma ilha, quando estamos com algum problema, de forma que algum reflexo de nossa dificuldade acaba aparecendo no nosso contato com outras pessoas. Um exemplo: Um garoto está com notas baixas na escola, mas ninguém de sua família sabe, porque ele procura esconder. Se ele não se esforçar por melhorar, no final do ano, poderá ser reprovado, o que certamente deixará tristes aqueles que se preocupam com ele. Se ele se importa com suas notas, pode passar a andar por aí meio calado e triste, o que vai afetar sua relação com os mais próximos. Se a professora do menino for responsável, ficará pensando em formas de ajudá-lo a melhorar; se não for, terá mais um aluno para recuperar mais tarde, ou passará para a série seguinte alguém que não deve ser aprovado e causará problemas para a próxima professora.

Se os colegas não ajudam aquele que tem dificuldade com a matéria, pensando que "é problema dele", podem acabar aprendendo menos, por causa da atenção especial que a professora precisará dar para o colega atrasado. Nesse exemplo simplíssimo, vemos que um probleminha de uma pessoa pode envolver muitas mais.

Perguntar: Se vocês estão com um problema na barriga, dizem que ela está doente ou que vocês
estão?

É provável que respondam a segunda hipótese. Não costumamos tratar as partes do nosso corpo como seres a parte do resto. Se estamos com dor na barriga, ela não é a única afetada, pois está ligada ao restante do nosso organismo. Se nossa perna dói, não atenderá a um comando de nosso cérebro para correr, nem poderá nos levar a qualquer lugar. Se nossa mente se desequilibra, vários aspectos de nossa vida serão afetados. A sociedade é também um organismo em que o que acontece com uma parte afeta o todo.

Se vimos que os problemas dos outros podem nos atingir, como devemos agir com relação a
eles?

Após as participações dos evangelizandos, auxiliá-los na percepção de que solidariedade e caridade são imprescindíveis para o bem-estar geral. Se tiverem dificuldade com o conceito de solidariedade, explicar que é a capacidade de ver o problema do outro, de se importar e de buscar solução para ele. Comentar que, enquanto houver uma pessoa no mundo com fome, sede, frio ou doença, ele não será um lugar totalmente feliz. É a indiferença de muitos, fruto do egoísmo, que gera os grandes problemas sociais.
É bom lembrar que ser solidário e caridoso de verdade é compreender quem nos chega com um problema e nos dispormos ao auxílio, mas da forma que os ensinamentos cristãos nos mostram que ela precisa, não como nós queremos ou ela deseja.

Muita gente pratica a caridade e busca ser solidária com o seguinte pensamento: "Tenho que ajudar os pobres e os sofredores, embora isso seja uma tarefa difícil, para que um bom lugar seja destinado a mim no plano espiritual, meus erros sejam desculpados e minha próxima vida seja melhor que essa." O que pensam sobre isso?

Deixar que falem. Mostrar que, na verdade, esse é um pensamento egoísta. A pessoa que vê a caridade dessa forma só está pensando, no fundo, em si mesma. A caridade, que consiste em pôr em prática o amor ao próximo, e a solidariedade, que está fortemente ligada a ela, devem ser praticadas porque ajudam o mundo a ser melhor, diminuindo nele as injustiças e os sofrimentos. Elas nos fazem, se somos sinceros, pessoas mais felizes e nos ligam aos bons espíritos. Essas virtudes não devem ser praticadas na busca de recompensa, porque o próprio ato de as pôr em prática já é uma felicidade.

Em quais situações e com quem devemos praticar a caridade e a solidariedade?

Incentivar a manifestação deles. Contribuir para que vejam que em diversas situações podemos agir de forma caridosa e solidária, com qualquer pessoa. Aquela pessoa que só se importa consigo mesma vai ser afetada, queira ou não, pelos problemas dos ouros. Alguém que pensa apenas no seu trabalho, em suas coisas e na sua vida não está livre, por exemplo, da violência, fruto de fatores como a indiferença das classes mais altas pelas mais baixas, má educação e péssima distribuição de renda. Alguém que acha que o tráfico de drogas é um problema da polícia, dos traficantes e dos usuários está muito enganado. Um viciado em drogas não fica apenas quietinho em sua casa, usando as substâncias destrutivas. Ele poderá se converter, por exemplo, em um motorista descuidado, em um assassino em um campo de futebol ou na rua, em um assaltante que entrará na sua casa.

Existem muitas pessoas que se importam bastante com a felicidade dos que estão mais próximos, ou seja, sua família e seus amigos. Isto basta para fazer o mundo melhor?

Infelizmente, não. Claro que devemos cuidar daqueles que estão mais próximos - isso é não só uma necessidade, mas uma obrigação nossa; entretanto, enquanto houver crianças indo para o mundo do crime, por falta de orientação, gente comendo restos que até animais rejeitam, escolas não ensinando, enquanto ficamos calados, e políticos roubando sem que protestemos, não haverá paz para ninguém na Terra.

Conclusão - Pedir que cada um diga o que aprendeu na aula e concluir dizendo o seguinte: Não há como sermos felizes sozinhos. Procurar atender aos nossos interesses, esquecendo os das pessoas que estão a nossa volta, é buscar a infelicidade. Devemos auxiliar a todos que pudermos, sempre e de todas as maneiras que estiverem a nosso alcance, não só de forma material e com boas palavras, mas principalmente com o esclarecimento. Contudo, ajudar de verdade não é fazermos o que queremos pelo outro, nem o que ele quer que façamos, mas o que precisa ser feito, que pode ser percebido pensando-se em não causar novos problemas e no que a mensagem cristã nos mostra que o ajudado precisa.



BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO


Estes textos abaixo, você pode utilizar como atividade para as crianças colarem nos cadernos.

FRANCISCO DE ASSIS



Uma figura humilde foi Francisco de Assis. Dedicou sua vida a causa de Jesus. Pobre, modesto e humilde.
Falava com os animais, chamando-os de irmãos, da natureza criada por Deus. Sua prece é sublime e admirada no mundo por todos os Cristãos.


UMA REALEZA TERRESTRE





O orgulho me perdeu na Terra. Que me trouxe o meu reino terrestre? Nada, absolutamente nada. Rainha era entre os homens, rainha supunha entrar no reino dos Céus. Que ilusão! Que humilhação quando, em vês de ser recebida ali como soberana, vi acima de min, e muito mais alto homens que supunha muito insignificantes e que desprezava porque não eram de sangue azul! Ho! então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que tão avidamente buscamos na Terra. Para preparar um lugar neste reino, são precisas a abnegação e humildade, a caridade e a benevolência para com todos. Ninguém vos perguntará o que haveis sido, que posição ocupaste, mas que bem haveis feito, que lágrimas haveis enxugado. Os homens perseguem os bens terrenos como se pudessem conserva-los eternamente. Mas aqui não há ilusões; logo percebem que se agarraram a uma sombra, desprezando os únicos bens sólidos e duradouros, os únicos que lhes servem na morada Celeste. (UMA RAINHA DE FRANÇA HAVRE1.863)

MARIA MADALENA DE MAGDALA




Maria, ouvira as pregações do Evangelho do reino,0 não longe da vila principesca onde vivia
entregue a prazeres, em companhia de ardorosos admiradores. Que novo amor era aquele apregoado por Jesus. Seu coração estava sequioso e em desalento. Jovem e formosa, sua beleza lhe escravizava, ao vinho de condenáveis alegrias, mas seu coração seu Espírito, tinha fome de amor. O profeta nazareno, havia plantado em sua alma, novos pensamentos. Maria chorou, embora não compreendesse ainda o que pleiteava o profeta desconhecido, que chamava os homens para uma vida nova. Procurou o Mestre no
famoso banquete de Naim, onde ungiria publicamente os pés do de Jesus com o bálsamo perfumado de seu afeto. Para todos, era a mulher perdida que teria de encontrar lapidação em praça pública. Mas Jesus
tratava a multidão com especial carinho. Sentia-se seduzida pela sua generosidade.