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Análise do Pai Nosso

Por Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. O Texto Evangélico. 4. Os Sete Itens da Oração Dominical. 5. Conclusão. 6. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é refletir detalhadamente sobre cada um dos itens que compõem a oração dominical, ditada por Jesus.

2. CONCEITO

Análise – Segundo a etimologia grega, significa decompor e discernir as diferentes partes de um todo, mas também reconhecer as diferentes relações que elas mantêm, quer entre si, quer com o todo.

Pai Nosso – É o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-prima de sublimidade na simplicidade. Com efeito, sob a mais singela forma, ela resume todos dos deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo. Encerra uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão; o pedido das coisas necessárias à vida e o princípio da caridade. (Equipe da FEB, 1995)

3. O TEXTO EVANGÉLICO

A oração dominical está inserida no capítulo VI de O Evangelho Segundo Mateus, o qual trata, além deste tópico específico, a prática da justiça, como se deve dar esmolas, como se deve orar, como jejuar, os tesouros do céu, a luz e as trevas, os dois senhores e a ansiosa solicitude pela vida.

Para o tema em questão, Interessa-nos transcrever:

a) Como se deve orar

“E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orardes, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais”. (Mateus 6, 5 a 9).

b) A oração dominical

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino, faça-se a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dai-nos hoje; e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação; mas livrai-nos do mal (pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém). Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tão pouco o Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6, 9 a 15)

4. OS SETE ITENS DA ORAÇÃO DOMINICAL

Extraído do 28.º capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo  (itens 2 e 3).

1) Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome.

A palavra Pai refere-se a Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas; Céu significa o universo, os diversos mundos habitados. Santificado seja o vosso nome mostra que devemos crer no Senhor, porque tudo revela o seu poder e sua bondade. A harmonia do universo testemunha essa sabedoria. Por isso, todos deveriam reverenciar o seu nome em quaisquer circunstâncias. De acordo com o Espírito Emmanuel, “a grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas. Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz. De início o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas... Em seguida, com um simples adjetivo possessivo, o Mestre exalta a comunidade. Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas”. (Xavier, s.d.p., p. 167)

2) Venha o vosso reino

Deus apresentou-nos leis cheias de sabedoria e que fariam a nossa felicidade se as observássemos. Obedecendo a essas leis, que estão escritas em nossa consciência, faríamos reinar entre nós a paz e a justiça. Praticando a excelsa caridade, todos nos ajudaríamos mutuamente, expulsando por completo o mal de nosso planeta, pois todas as misérias vêm da violação dessas leis, porque não há uma só infração que não tenha conseqüências fatais.

3) seja feita a vossa vontade, na Terra, como no céu.

Sabemos que a submissão é um dever do inferior para com o superior, do filho com relação ao pai. Não haveria uma razão ainda maior de nossa submissão com relação Àquele que nos criou.

Ainda nos falta um sentido para compreender a existência de Deus. Contudo, conforme formos depurando o nosso Espírito do jugo da matéria, vamos também aumentando a nossa capacidade de conhecer os atributos da divindade.

A atitude fundamental da prece deve ser de obediência, de adesão à vontade de Deus, de harmonização entre nós e a sua Lei, que é perfeita. Acontece que dada a nossa imperfeição oramos às avessas, ou seja, ao invés de nos conformarmos com a Lei queremos burlá-la, tornando senhores de Deus, através de pedidos de ordem inferior.

O Espírito Emmanuel comenta esta passagem dizendo-nos que é comum a alteração dos votos que formulamos ao alto. Muitas petições endereçadas à Vida Maior, em muitas ocasiões, quando atendidas, já nos encontram modificados por súplicas diferentes. Ele afirma: “Em circunstâncias diversas, acontecimentos que nos parecem males são bens que não chegamos a entender, de pronto, e basta analisar as ocorrências da vida para percebermos que muitas daquelas que nos afiguram bens resultam em males que nos dilapidam a consciência e golpeiam o coração”. (Xavier, 1986, p. 318)

4) Dai-nos o pão de cada dia

“Dai-nos o alimento para a manutenção das forças do corpo; dai-nos também o alimento espiritual para desenvolvimento do nosso Espírito... Uma vez que a lei do trabalho é a condição do homem na Terra, dai-nos a coragem e a força para cumpri-la; dai-nos também a prudência, a previdência e a moderação, a fim de não lhe perder o fruto”.

Inspira-nos sempre bons pensamentos para que tenhamos em mente um trabalho profícuo. E se, porventura, a sociedade nos recusar tal mister, que saibamos ter a necessária resignação para com a vontade divina a nosso respeito.

O Espírito Emmanuel, em Fonte Viva, capítulo 18 (Não Somente), traça alguns pensamentos a respeito da relação entre os cuidados materiais e os espirituais. Não somente o agasalho, a beleza física, o domicílio confortável e os títulos honrosos, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma, a formosura e a nobreza dos sentimentos, a casa invisível dos princípios edificantes e as virtudes que enriqueçam a consciência eterna.

5) Perdoai as nossas dívidas como nós as perdoamos àqueles que nos devem. Perdoai nossas ofensas, como perdoamos àqueles que nos ofenderam.

“Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa para convosco, e uma dívida contraída que nos será preciso, cedo ou tarde, pagar. Para elas solicitamos o perdão de vossa infinita misericórdia, sob a promessa de fazer esforços para não contrair novas dívidas”.

Um estudo acurado sobre o perdão leva-nos a interpretá-lo de forma diferente daquela que é feita simplesmente pela repetição de frases feitas. Falamos que devemos perdoar não sete, mas setenta vezes sete vezes, que devemos esquecer a ofensa, que devemos nos ajustar com o adversário enquanto estivermos a caminho. Mas, na prática, como é que funciona? Estamos bem longe de praticar esses atos com conhecimento de causa. Muitos até dizem: eu perdôo, mas não quero mais vê-lo na minha frente.

A prática correta do perdão, a que estabelece o esquecimento da ofensa, tem valor científico. Em primeiro lugar, como o acaso não existe, tudo o que se nos acontece deve ser bem meditado. Antes de maldizer o ofensor, o correto seria agradecer a Deus por tê-lo colocado em nosso caminho para ser motivo de nossa paciência.

Uma coisa que deve ficar clara: ninguém ofende ninguém. A ofensa é subjetiva e, como tal, somente nos sentiremos ofendidos se assim o interpretarmos. A ofensa é, antes de tudo, um agravo à Lei de Deus. Nesse sentido, o ofensor feriu-se a si mesmo, pois se desviou da lei de Deus e deverá, cedo ou tarde, fazer o seu ajustamento.

Diante desse ensinamento, nunca deveríamos, em hipótese alguma, fazer justiça com as próprias mãos, pois ao invés de eliminar um mal estaremos cometendo outro. Não se apaga o fogo com mais fogo, mas com água.

6) Não nos abandoneis à tentação, mas livrai-nos do mal.

“Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus Espíritos que tentarem nos desviar do caminho do bem, em nos inspirando maus pensamentos”.

Cada imperfeição é uma porta aberta à sua influência, ao passo que nada podem, e renunciam a toda a tentativa, contra os seres perfeitos. Por isso deveríamos nos humilhar diante da dor e do sofrimento, rogando forças para eliminar de nós mesmos a imperfeição, a tentação, que é atrai os Espírito menos felizes.

7) Assim Seja

Esperamos que os nossos desejos se cumpram! Mas nos inclinamos diante a vossa sabedoria infinita. Sobre todas as coisas que não nos é dado compreender, que seja feito segundo a vossa vontade e não segundo a nossa, porque não quereis senão o nosso bem, e sabeis melhor do que nós o que nos é útil.

5. CONCLUSÃO

Saibamos orar e tenhamos confiança na Divina Providência. A fé que não enfrenta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.

6. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo: IDE, 1984.
XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, s.d.p.
XAVIER, F. C. Palavras de Vida Eterna, pelo Espírito Emmanuel. 8. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1986.

 

Estudo: Páscoa

Eis-nos, uma vez mais, às vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos, manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.


Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus?

Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.

O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.

Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.

A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.

Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia.

Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.

Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus.

No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo, separá justos e ímpios.

A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem.

Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa?

A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.

Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos passos, doravante.

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.

Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”.

Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.


Obediência

* Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência uma lei.

* Isso reforça o ensinamento de Jesus quanto à Lei de Amor e caridade.
* nos é ainda necessário os bens da terra para vivermos na terra, mas nos é necessário dar a
importância devida a eles, não nos esquecendo, pois, da importância primordial dos bens do céu.
* nessa questão nos entra, então, a vivência da benevolência, da afabilidade, da doçura, da
paciência, da obediência, da resignação contrapondo-nos à cólera e à violência.
* vemos no mundo material a lei do mais forte em termos de ações é que predomina, efetivando a
exploração dos mais fracos. Onde muitas vezes aquele que demonstra ser pacifico acaba sendo
esmagado pelo violento. E é o alerta quanto a tal situação que Jesus nos asseverou essa bemaventurança.
* Ser afável e doce, predispõe a ser benevolente, educado, cortês, gentil. Mas os Espíritos Amigos
nos alertam que tais ações muitas vezes o são apenas de forma exterior. No entanto, o sentimento
interior que torna automática as ações é o que realmente tem validade, pois é o sentimento existente
e real que irá tornar alguém verdadeiro em quaisquer circunstâncias: esteja sozinho, esteja em casa
na convivência familiar, esteja em sociedade, na convivência coletiva.
Quantas vezes nós mesmos convivemos com situações de aparente afabilidade e doçura, não
é? Muitas vezes verificamos pessoas cujas situações momentâneas são doces, cordiais, gentis e
quando viram as costas a língua ferina, orgulhosa, crítica condena, fala mal, detona a pessoa e a
situação vivida? Quantas pessoas cordiais que convivem de forma servil e doce no trabalho, na
Casa Espírita, em templos religiosos, na sociedade, mas ao chegar em casa se torna o tirano, o
autoritário, o sabe tudo, o cala a boca todos que quem manda sou eu, façam o que eu quero e ponto
final? Situações assim demonstram a falsa afabilidade, falsa doçura, falso sentimento, que os
espíritos amigos combatem aqui, nos alertando que é necessário o sentimento real, vivido e sentido
intimamente, que nos dará a coerência da convivência conosco mesmo e com todos ao nosso redor
sempre no mesmo patamar sem discrepâncias.
* Além disso, vem a paciência. Ah! A tal da paciência... O Evangelho Segundo o Espiritismo, um
Espírito amigo, em Havre, 1862 nos esclarece que "a dor é uma benção que Deus envia aos seus
eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo
poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória do céu.
* Sede pacientes, pois a paciência é também caridade e deveis praticar a lei da caridade, ensinada
por Cristo e enviada por Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil
de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de
perdoar os que Deus colocou em nosso caminho, para serem os instrumentos de nossos
sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência."
* A Paciência é uma das virtudes mais difíceis de serem alcançadas. Ela consiste em
suportar dores, infortúnios, infelicidades, insatisfações, com resignação.
* a paciência é um subgrupo da caridade, que de todas é a mais dignificante das leis a serem
cumpridas.
* Não podemos jamais nos esquecer que a Caridade é sempre uma bênção de Deus mas jamais
devemos nos ater de que o exercício desta virtude se restringe ao agasalho e ao pão que
distribuamos. Podemos entender a caridade como todo ato a serviço dos outros, em qualquer parte,
lembrando sempre de respeitar "o que a mão esquerda não veja o que faz a direita" para que
esta caridade produza o nosso crescimento pois, não interessa a divulgação de um bom ato mas sim
a sua efetivação . A Caridade será a paciência com o parente necessitado, respeitar com a
mesma paciência as dificuldades dos vizinhos; a criança de rua, os problemas que nos visitam, as
dificuldades que enfrentamos. Tendo a certeza de que não caminhamos sós e que cada vivencia que
nos visita é a necessária ao nosso próprio crescimento espiritual
* É necessário que nos abasteçamos de muita paciência, dia a dia, minuto a minuto para sempre,
com resignação, termos um sorriso amigo, a mão estendida o coração aberto para ajudar e amar o
próximo. Ela é exercida pela compreensão, bondade, afabilidade, doçura, obediência e resignação
e sempre é tempo de se pensar em exerce-la. Este exercício deve começar em nossa própria casa,
com os que nos são próximos. No entanto, ainda estamos longe de realmente sentir e vivenciar a
paciência real.
* depois da paciência, vemos dentro dessa bem-aventurança a obediência e a resignação; que muito
confundida é com a inércia. Quando, em realidade, ser obediente e resignado pressupõe a utilização
equilibrada do sentimento e da razão. É saber vivenciar os sacrifícios, as dificuldades, sem
lamurias, mas com ações positivas e de amor. Tal como Jesus o fez. Obedeceu, resignou-se, mas
agindo, trabalhando, exercitando a Lei de Amor.
* toda essa bem-aventurança nos remete, pois, à paz. À Vivência da paz. E a paz começa em nós,
com a nossa compreensão, com os nossos sentimentos e com as nossas ações. Sem o sentimento de
paz em nós, verificamos a explosão da cólera, a cólera que atinge a nós mesmos e expande-se para o
coletivo: nossa família, nossa sociedade, nossa cidade, nosso estado, nosso país e atinge o mundo.
Eis, pois, aí, a importância dessa bem-aventurança, nos orientando e auxiliando a alcançar em nós a
mansuetude e a paz.

Como Vivem os Espíritos



 A vida material aqui na Terra,
nada mais é do que uma
tentativa da cópia da vida Espiritual,
por isso, que não há de  estranhar-se que
a vida continua.

Nosso Lar é a cidade modelo de organização que
temos desde 1943. É uma colônia-cidade,
habitada por homens e mulheres,
jovens e adultos, que já se desvencilharam
do corpo físico.

A morte não opera milagres,
conforme o espírito amadurece na condição de
serviço, o auxílio ao próximo e
a si mesmo acontece naturalmente.

É com o trabalho diário de 8 horas de serviço que
cada criatura consegue agarinhar o bônus-hora.
Podendo o espírito ter 4 horas de   esforço
extraordinário, sendo que os serviços sacrificiais
ligados à educação e a crianças podem ser
duplicados ou até mesmo triplicados.

Bônus-hora é uma ficha de serviço individual
com valor aquisitivo. Cada ministério
possui o seu bônus-hora.
Nenhum espírito no plano maior fica sem moradia e
vestimentas, todos são ajudados e encaminhados a casas
de socorros. Mas o espírito que trabalha
pode adquirir casa própria
com seus próprios esforços
em benefício do próximo. Conforme
relata em Nosso Lar, com 30000 bônus-horas o
espírito pode adquirir a moradia.

A mobília da casa também pode ser modificada a partir
dos esforços de trabalho,
porém todas as moradias são iguais e cada espírito
pode adquirir somente uma casa. Portanto, se você
estava pensando em montar uma imobiliária
no outro lado, esqueça!!

Aquele que possui casa própria pode
deixa-la como herança para seus familiares e
amigos ligados por laços de afinidade,
ao regresso na Terra.

É através do bônus-hora que os
espíritos conseguem se trajar com roupas diferenciadas,
pois, todos recebem do mesmo modo.

Há na cidade do além lazer para os espíritos.
Como aqui, lá existe parque florido,
recantos verdes, de encantadora beleza,
teatro, biblioteca, cinema e
até locais onde os amantes tecem as mais lindas
promessas de amor, como podemos observar
no capítulo "No Bosque das Águas" de Nosso Lar.
O amor, na realidade, está além das atrações físicas.
"O amor que os une é para eles
a fonte de uma suprema felicidade".
(Livro dos Espíritos item 296).

O trabalho, como podemos observar
é muito importante em nossas vidas.
Com o trabalho também podemos interceder
por familiares e por espíritos afins.

Hoje já observam o trabalho de vários profissionais
ligados a mente humana buscando compreender e
tentar fazer com que as pessoas trabalhem felizes,
buscando a felicidade naquilo que exercem.

Lá em Nosso Lar observamos,
que há muito já acontece. Os espíritos trabalham nas
oficinas e nas fábricas, com uma musica que
eleva a alma. A música é para eles o estímulo de
alegria que intensifica o trabalho.

Quanto à alimentação, os espíritos também se alimentam.
Eles absorvem os fluidos benéficos de
frutas perfumadas, tem uma alimentação regada
de sucos e caldos, pois, necessitam
recompor energias em auxílio do próximo.

É importante lembrarmos que
o amor é o pão divino das almas,
o pábulo sublime dos corações e
com certeza um dia teremos ele como nosso
verdadeiro alimento.



ONDE VIVEM OS ESPÍRITOS

Através da vasta bibliografia espírita
sobre o assunto, pudemos ter um maior  conhecimento
sobre a vida dos espíritos no plano espiritual.
E são justamente eles quem nos fornecem
diversos dados e detalhes de suas moradias que
até pouco tempo eram desconhecidas.

André Luiz, foi o precursor desta divulgação,
relatando-nos a estrutura e organização da cidade
Nosso Lar. Todavia, assim como ela,
existem outras milhares de  cidades e
postos de socorro no plano espiritual,
com sua  administração, organização e
responsabilidades próprias.

As cidades ou colônias espirituais,
têm uma estrutura "semelhante" às nossas,
porém são detentoras de uma  organização,
atividade e beleza incomparáveis.

Pelos relatos que nos foram transmitidos,
através das obras supracitadas,
essas cidades possuem edificações sólidas,
como hospitais, escolas, residências, edifícios,
fábricas etc.

Estas construções são realizadas por espíritos
especializados, que através de seus pensamentos,
manipulam o fluído cósmico universal,
a fim  de edificarem as construções necessárias,
podendo ser alteradas ou "demolidas",
por seus criadores, de acordo com a necessidade e
a conveniência.

Yvone A. Pereira, relata-nos:

"... A força motora dos seus pensamentos
poderosamente associados e disciplinados,
irradiando energias cuja natureza o homem ainda
não poderá conhecer, agirá sobre aqueles fluídos e
essências e edificará o que antes fora delineado
e desejado" (in, Devassando o Invisível, pág. 33 e 34).

Justamente por este motivo,
os espíritos não atravessam as paredes das casas,
nas colônias espirituais, porque a substância delas
é concreta, em relação a eles,
tendo a mesma dimensão e o mesmo nível de matéria
que à de seus corpos. Porém eles podem atravessar
as paredes das casas terrestres, bastando saber como
conduzir o próprio pensamento, pois  a matéria
de seus corpos não estão no mesmo nível e
dimensão da nossa matéria.

As residências possuem repartições,
como sala,  quartos, banheiro e são mobiliadas
com alguns móveis e utensílios eletrônicos que
já conhecemos, como cama, mesa, cadeira, TV, rádio e
outros que ainda nos são desconhecidos. Destaca-se que
tudo tem  sua utilidade, pois lá
não há lugar para supérfluos.

Da mesma forma, as demais repartições,
como hospitais, escolas etc também têm os utensílios
necessários para  suas atividades.

Além das construções, nas cidades espirituais
há animais e vegetações. Merecendo um destaque especial
os jardins, as flores, que são descritas
de forma maravilhosa, com cores mais vivas, belas e
com espécies  diferentes das que conhecemos na Terra.

Um dos motivos de tamanha beleza é
a vibração mental dos espíritos que habitam as colônias.
Aliás, André Luiz  relata-nos que no Nosso Lar,
os habitantes equilibrados têm o compromisso de
não emitirem pensamentos contrários ao bem, ou seja,
eles devem zelar pela manutenção de um
bom padrão vibratório na colônia.

Todas as cidades possuem uma Administração,
cujo governo ocorre por determinação superior,
segundo o conhecimento, mérito e a
capacidade administrativa, sendo que
os demais habitantes trabalham não só pelo
próprio aperfeiçoamento como também cooperam para a
evolução da região onde residem e de
um modo geral com o bem comum.

Os postos de socorro, são construções
erguidas pelos espíritos de bem dentro da região do
Umbral, a fim de  prestarem o auxílio,
principalmente aos espíritos necessitados nas
proximidades de sua localização.

Tais postos, podem ser fixos ou não,
neste último caso, eles possuem mecanismo de
deslocamento, o que possibilita sua transferência
para a região onde deseja auxiliar.

Por estarem situados no Umbral,
são cercados por grandes muros, assim como
algumas cidades, que servem para protegê-los de
eventuais ataques dos espíritos inferiores.
Um detalhe interessante é a existência de
espíritos vigilantes, que cuidam da segurança
destes postos e de algumas cidades.

Apesar de serem menores que as cidades,
possuem a estrutura semelhante a delas, a fim de
proverem suas necessidades. Assim, têm hospitais
equipados, para os espíritos enfermos e necessitados,
residências  ou alojamentos para os
espíritos trabalhadores, jardins, plantações,
animais e uma administração coordenada
por um espírito designado para  esta função.

Ressalta-se que a maioria dos trabalhadores
dos postos de socorro, assim como das cidades de
transição, não são espíritos superiores,
elevados e sim espíritos medianos, que ainda
terão várias reencarnações.

Para encerrar, um fato interessante:
em princípios foram os espíritos quem nos forneceram
informações sobre as suas moradias, hoje,
além deles, os encarnados têm contribuído e muito
para esta divulgação.

Vejamos o comentário de Antônio F.Rodrigues:
"O livro "Life After Life, do
Dr. Raymond A. Moody (pesquisador não espírita),
'bestseller' nos EUA, é um desses livros que nos
fala dessas experiências inusitadas,
agora complementado com o livro
'Reflections nos Life After Life', que nos traz o
resultado de novas entrevistas com os que permaneceram
alguns instantes na outra dimensão da vida,
mas retornaram por não ter ainda chegado a sua hora
de regresso à pátria espiritual.
Transformados com essa experiência, emocionados nos
relatam o encontro com seres luminosos, quais
anjos de bondade e compreensão, que aconselham e
consolam, orientam e encorajam. Descrevem cidades com
edifícios resplandecentes, assim como
nascentes de águas cristalinas, além de música
celestial que deliciosamente havia no ar,
transmitindo paz infinita, com uma sensação
presente de amor. E não se trata de algumas testemunhas,
mas sim de centenas de casos quase coincidentes,
variando apenas nos pormenores"
(in Como vivem os espíritos, pág. 37, 38).

Através deste breve relato,
percebemos que existem várias semelhanças
entre a estrutura da vida material e da espiritual.
E se aqui nós trabalhamos, estudamos e temos
várias outras atividades, lá essas são muito mais
intensas, conforme veremos no próximo estudo.


(Clarice Cristina de Oliveira)

História: O culto cristão no lar

       Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera im­produtiva e menos edificante, falou com bondade:

 - Simão, que faz o pescador quando se di­rige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e res­pondeu, hesitante:

- Mestre, naturalmente, escolhemos os pei­xes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:

- E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?

- Certamente, Senhor — redarguiu o pes­cador, intrigado —, modela o barro, imprimin­do-lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e ful­gurante, insistiu:

- E como procede o carpinteiro para alcan­çar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

- Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não apren­demos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como res­peitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fêz pequeno intervalo e continuou:

- Pedro, acendamos aqui, em torno de quan­tos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicilio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos hu­mildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, timido:

- Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação ele­vada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão do lar.




Fonte: Livro JESUS NO LAR Cap.1 O Culto Cristão no Lar Psicografia de Francisco Cândido Xavier-Neio Lúcio

O Consolador Prometido

AS TRÊS REVELAÇÕES
 

 Tivemos 03(três) Revelações enviadas por Deus, nosso Pai Maior.

A Primeira Revelação refere-se a Moisés e sua missão.

A Segunda Revelação foi a Revelação de Amor, que Jesus ensinou e vivenciou , exemplificando para nós.

A Terceira Revelação é a Doutrina Espírita que veio nos dar mais um pedacinho de nossa evolução, trazendo o conhecimento sobre a existência, a comunicabilidade e a eternidade do Espírito.

Cada uma dessas revelações foi trazida até nós, na medida em que o homem e a sociedade na qual vive sofreram alterações e já estava com capacidade de poder melhor escutar, estudar e entender cada uma delas, que fazem parte do progresso a que nos é destinado.

As leis divinas são reveladas as criaturas de acordo com o seu grau de entendimento - Por isso são em épocas variadas e povos os mais diversos as recebem, através do ensino dos profetas inspirados, e instrutores espirituais capacitados.

Allan Kardec estuda em "A GÊNESE" as revelações dirigidas à civilização cristã – ou seja – a de MOISÉS a de JESUS comparando-as com a dos ESPÍRITOS.

 
Primeira Revelação 01
 

A Primeira Revelação refere-se a Moisés e sua missão de justiça.

Aqui teremos que saber um pouquinho de história e geografia para compreender sobre Moisés e sua missão.

O Egito é um país que fica na África, eles têm o rio Nilo, embora grande parte do país seja deserto. Seu povo surgiu de vários grupos de origem africana e asiática que se misturaram e formaram o povo egípcio. É onde as Pirâmides, imponentes vultos de pedra, construídas com milagres de blocos pesando toneladas ficam. Eles têm também a Esfinge, com corpo de animal e cabeça humana, simbolizando o ser humano emergindo para a humanização.

Além dessas grandezas materiais, que revelam superior capacidade científica, os egípcios possuíam elevados conhecimentos espirituais.

Seus sacerdotes conheciam a existência do Deus Único e absoluto, Pai de todas as criaturas, conhecia todos os fenômenos mediúnicos, praticando-os em seus Templos.

Foi nesse ambiente espiritual elevado, que Moisés nasceu e se criou recebendo primorosa educação, saturando-se de todos os conhecimentos existentes à época, desenvolvendo a sua poderosa mediunidade.

Quando chegou o momento de cumprir sua missão, Moisés, alertado mediunicamente pelos Espíritos, pediu ao Faraó a libertação do povo hebreu, que se encontrava há mais de 400 anos escravizado no Egito.

O faraó, primeiro, resistiu muito a libertá-los, mas após um tempo libertou os Israelitas; foi quando Moisés os concentrando, saiu rumo ao deserto em busca da Terra Prometida, uma peregrinação que durou 40 anos.

Moisés, embora sua missão, pensava e entendia como os homens e a sociedade da época.

Essa é um pouquinho sobre alguns aspectos da vida de Moisés.

 
Primeira Revelação 02   

Como já vimos um pouquinho dos aspectos da vida de Moisés, vamos conversar um cadinho sobre sua missão de justiça.

Moisés e os Hebreus libertados pelo Faraó migram através do Mar Vermelho buscando a Terra Prometida. No entanto, o Faraó se arrependeu de tê-los libertado e, enquanto Moisés e o povo estão às margens do Rio Vermelho, manda seu exército atrás deles.

Dentro do povo hebreu, alguns se revoltaram contra Moisés, que os havia libertado, mas que também os havia levado a passar fome, tudo em função de uma Terra Prometida que eles sequer sabiam se existia mesmo.

Mas Moisés sabia que o Rio Vermelho iria ter sua maré baixa ao anoitecer, e, quando isso ocorresse, poderiam eles atravessarem o rio para a margem do outro lado e assim ficarem livres de se verem novamente escravos.

Assim fizeram e Moisés conduziu o povo, conforme tinha ele prometido a Deus fazer, até o monte Horeb, na cordilheira do Sinai.

Diante das muitas dificuldades, obstáculos, empecilhos, fome e desespero, o povo muitas vezes revoltado se voltava contra Moisés, mas ele sempre buscava leva-los à confiança em Deus, dizendo-lhes e lembrando-lhes que o Pai nunca os abandonou ou abandonaria.

Finalmente, após muita persistência e lutas, os hebreus conduzidos por Moisés chegam ao Monte Horeb. Lá chegando, Moisés reúne todo o povo no sopé do Monte e lhe pede que se prepare, pois iriam receber, através de Moisés, Instruções Diretas do Plano Espiritual Superior.

Foi quando tivemos os 10(dez) mandamentos e todo o povo escutou:
1o. Não terás deuses estrangeiros, nem farás imagem para lhe prestar culto;
2o. Não pronunciarás o nome de Deus em vão;
3o. Santificarás o dia do sábado;
4o. Honrarás pai e mãe;
5o. Não matarás;
6o. Não cometerás adultério;
7o. Não roubarás;
8o. Não prestarás falso testemunho;
9o. Não desejarás a mulher do próximo;
10o. Não cobiçarás as coisas alheias.


Os 10(dez) mandamentos foram, então, gravados em duas pedras, para não serem esquecidos.

No entanto, passados os anos, o povo se esqueceu de referidos ensinamentos e necessário foi que Deus nos enviasse novas notícias diretas, para nos relembrarmos da Lei Divina.

 

Primeira Revelação 03 – MOISÉS

 

1300 ª C. - Entre os HEBREUS - que segundo Emanuel no livro A CAMINHO DA LUZ - entre os quatro grandes povos da Terra em que encarnaram os espíritos que vieram do sistema Capela - os árias, os hindus, os egípcios e os hebreus, estes últimos tinham uma missão dupla e importantíssima:

PRIMEIRA - M O N O T E Í S M O

SEGUNDA - E N C A R N A Ç Ã O D E J E S U S - no planeta

MONOTEÍSMO - Crença em um DEUS ÚNICO - foi à primeira missão dos hebreus –

HEBREUS = ESCRAVOS / SERVOS DOS EGIPCIOS - época de uma grande seca os hebreus foram exilar-se no Egito, quando JOSÉ filho de JACÓ, que era neto de ABRAÃO, O PATRIARCA dos judeus. JOSE era o primeiro ministro do Faraó do Egito, quando grande seca se abateu sobre os países do Oriente Médio, e o Egito graças à sábia administração de José era o sustentáculo da fome. Com o passar do tempo o povo hebreu começou a crescer e o Faraó ordenou as parteiras do povo judeu que os filhos homens fossem mortos e as filhas mulheres fossem salvas. A mãe de José deu a luz e escondeu o filho por três meses e colocou num cesto de vime e colocou no rio e o menino foi salvo pela filha do Faraó, a princesa que colocou o nome de MOÍSES= FILHO DAS ÁGUAS. MOISES foi educado na corte do faraó, já adulto vê um egípcio espancando um hebreu e toma o partido do seu povo matando o egípcio, depois tem que fugir para o deserto. No deserto Deus fala a Moisés através da sarça ardente e concede poderes a Moisés para libertar seu povo do cativeiro. Retornando ao Egito temos os episódios das pragas do Egito e finalmente a libertação do povo e finalmente a celebre passagem do Mar Vermelho – onde se abrem as águas para os Hebreus passarem e depois se fecham afogando o exército egípcio que partira no encalço do povo judeu. Os Hebreus vagam então 40 anos pelo deserto, no deserto Moisés recebe mediunicamente os 10 MANDAMENTOS – que são a síntese da primeira revelação.

Essa é a parte divina da primeira revelação.

A parte humana são as leis promulgadas por Moisés - para conter um povo semi-selvagem, com muitos dos defeitos dos egípcios e preparar o caminho para a vinda do Cristo – vários códigos anteriores a Moisés são conhecidos e deram subsídios a Moisés, o código do Rei UR-NAMU - 2050 A C e o mais conhecido o de HAMURABI - Babilônia 1750 AC, como o de Moisés se basearam na Lei de Talião.

Segunda Revelação
 

Apesar dos ensinamentos contidos nos 10(dez) mandamentos que Moisés recebeu no Monte Horeb, a humanidade, com o passar do tempo, deles se esqueceu.

Jesus, há muito mais de 2000 anos, quando estava na Espiritualidade, observando a dureza dos corações humanos, embrutecidos em seus sentimentos, resolveu Ele mesmo nascer entre os homens, se encarnar, vir à Terra, para vivenciar e exemplificar o AMOR, que é a chave do progresso e da evolução.

Chegou ele em família simples e pobre, nasceu em uma manjedoura, como a dizer que a humildade representa a chave das virtudes.

Veio Ele a nos ensinar através de sua própria vida, de suas atitudes e de suas palavras, que eram ditas em praças públicas, ante as criaturas desregradas e infelizes. Em todas elas, contido está o ensinamento maior: “Amai-vos uns aos outros”, e buscou Ele próprio, até o fim de sua permanência entre nós, viver amando, amando sempre a todos sem distinção.

Chamou Ele gente simples, conhecidos como os Apóstolos, e em seus corações fez frutificar seu exemplo de Amor.

Até o último momento viveu Jesus ensinando amor, perdoando àqueles que o condenaram.

Jesus foi, então, a Segunda Revelação, na qual nos deixou como mandamento 02 aspectos que são os mais importantes:

1o. Amar a Deus, sobre todas as coisas;

2o. Amar ao próximo, como a si mesmo.

Assim, a Lei de Amor instaurada foi para que aprendêssemos e amolecêssemos nossos corações, a fim de que vivenciássemos a fraternidade , a irmandade entre os homens, sem distinção.

Retornando Jesus à vida na Espiritualidade, os Apóstolos , que sempre tiveram enorme paixão pelo bem em suas almas e com o exemplo, ensinamento e vivência de Jesus, buscaram viver e divulgar esse ensinamento recebido. Criaram eles (os Apóstolos), então, A Casa do Caminho, onde velhos e crianças, jovens e adultos, viúvas e pobres, doentes de toda espécie eram acolhidos e tratados com amor.

Jesus, já sabedor de que a humanidade esqueceria seus ensinamentos , avisou que o Pai enviaria, após algum tempo, o Consolador.

Novamente passado o tempo, conforme já previsto por Jesus, a humanidade se esquecendo do ensinamento de Amor, necessitou de outro relembrar da Lei Divina.

 

Segunda revelação –  J E S U S
 

Chegamos a segunda revelação – tão importante que a história do homem se dividiu em duas partes -  antes de Cristo e depois de Cristo - A/C E D/C .

Já à 500 anos antes da vinda do Cristo - evidencia-se com nítida clareza o gigantesco esforço do Governo Espiritual do Mundo, num gigantesco esforço de preparação para a vinda do Cristo – Providências de vulto são tomadas para a unificação do mundo - ALEXANDRE DA MACEDONIA - FUNDA UM GRANDE IMPÉRIO - que se estende da Grécia ao Egito e a Índia, A terra recebia visitas de espíritos iluminados e inspirados - ELIAS, JEREMIAS, LAO-TSÉ, CONFÚCIO, BUDA, TALES DE MILETO, PITÁGORAS, PÉRICLES, HIPÓCRATES, SÓCRATES, ARISTOTELES; todos vindo preparar a vinda do Cristo, após a morte de Alexandre seu império se dividiu, mas as forças do alto já haviam decidido reunir o mundo sob o império romano – para a chegada do Cristo.

A águia romana dominava a terra e os mares então o mundo teve um pouco de paz era o  "O SÉCULO DE AUGUSTO " o mundo descansou, então o ano 747 da fundação de Roma - na JUDÉIA, uma das mais pobres províncias do Império Romano , mais precisamente em Belém, perto de Jerusalém , conforme nos narra o Evangelho em um estábulo – começa na Terra a mais linda história de maor – A Divina Epopéia – quem não lembra os fatos mais marcantes da vida de Jesus :

 

A ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS

A FUGA PARA O EGITO

JESUS MENINO NO TEMPLO DOS OS DOUTORES DA LEI

O COMEÇO DA VIDA PÚBLICA

O ENCONTRO COM OS DISCÍPULOS

O ENCONTRO COM JOÃO BATISTA

OS MILAGRES, AS CURAS, AS PREGAÇÕES

BOM SAMARITAMO

PARÁBOLA DO SEMEADOR

FILHO PRÓDIGO

O MEMORÁVEL "SERMÃO DO MONTE”

A ENTRADA TRIUNFAL EM JERUSALÉM

O DRAMA DO CALVÁRIO

A RESSUREIÇÃO E O RETORNO A PÁTRIA ESPIRITUAL

 

Agora o mais importante:  

Jesus resumiu os 10 mandamentos em 02 (dois)


AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO


Troca a Lei de Talião pela Lei do Amor e vai mais longe - Vamos tentar resumir os preceitos do Cristo:

 

·         DEUS, o criador de tudo que existe , é o PAI, de todos os homens, os quais trata com bondade.

·         Diferente do Deus de Moisés – Cruel e vingativo que se satisfazia com sangue. 

·         Todos os seres humanos são irmãos e iguais perante a Lei de Deus, inclusive Jesus graças a sua elevação espiritual é o Mestre da humanidade; e afirma ter vindo ao mundo para servir, e não para ser servido;

·         A alma sobrevive à morte e pode se manifestar no plano terreno;

·         O homem é um espírito imortal revestido de um corpo de carne;

·         Digno é o trabalhador do seu salário, cada um recebe segundo seu merecimento;

·         Só façamos aos outro aquilo que quisermos que nos façam;

·         Amar ao próximo, inclusive nossos inimigos;

·         Não julgar para não sermos julgados;

·         Perdoar irrestritamente;

·         A esmola tem que dar em segredo;

·         A oração é um dos grandes recursos à disposição dos seres humanos para atrair o auxílio superior - PAI NOSSO

·         Ninguém sobe a níveis espirituais mais elevados, sem assimilar e praticar o código evangélico da  ação.

Ele sabia que com o tempo seus ensinos seriam deturpados e prometeu que no devido tempo mandaria um consolador - JOÃO CAP. 14 V. 26 - Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.

Com isso Cristo 19 séculos antes nos prepara para a terceira revelação.

 
A TERCEIRA REVELAÇÃO

3ª REVELAÇÃO: O CONSOLADOR PROMETIDO
à Texto: ESPIRITISMO

Primeiras Noções(a)

        Os fatos que o Espiritismo trouxe, a partir de 1857, existem faz tempo e tempo, mas somente com a publicação de O Livro dos Espíritos, eles vieram para dar conhecimento de forma clara , para que todos pudessem entender.

        O Espiritismo nasceu de um trabalho conjunto realizado pelos Espíritos e por  Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou simplesmente Allan Kardec.

        Os Espíritos forneceram muitas instruções para Allan Kardec, que as reuniu, as pesquisou, as estudou e colocou todos os resultados obtidos em livros (que chamamos a Codificação da Doutrina Espírita), para que toda a gente pudessem saber, conhecer e aprender.

A Codificação da Doutrina Espírita é composta dos seguintes livros:

O Livro dos Espíritos,  publicado em  1857;

O Livro dos Médiuns, publicado em 1861;

O Evangelho Segundo o Espiritismo, publicado em  1864;

O Céu e O Inferno,  publicado em 1865  e

A Gênese , publicado em  1868

A Doutrina Espírita , tem como modelo de perfeição moral que um ser humano pode alcançar na Terra, Jesus; daí ser ela uma doutrina cristã , cujo objetivo é transformar a nós mesmos  em seres melhores, e , conseqüentemente, transformar a Terra em um mundo melhor.

A Doutrina Espírita tem um caráter triplo, ou seja, ela tem três aspectos:o Científico,  o Filosófico e a conseqüência Moral (Religião)

Os princípios da Doutrina Espírita são:

* Deus: O Criador;

* Espírito e Matéria : os elementos da Criação;

* Existência dos Espíritos;

* Imortalidade da Alma;

* Comunicação entre o Plano Material e o Plano Espiritual;

* Reencarnação;

* Evolução moral e intelectual dos Espíritos;

·       Lei de Causa e Efeito

Doutrina Espírita

Com o tempo, os seres humanos acabaram por esquecer e exercitar com muitos equívocos os ensinamento de Amor com o qual Jesus viveu encarnado entre nós a nos ensinar.

Em função desse esquecimento e dos equívocos criados pelas próprias pessoas quanto aos ensinamentos deixados por Jesus, necessário foi um relembrar do Evangelho como deveria ser, acrescentando a eles alguns esclarecimentos a mais, porque a sociedade já tinha capacidade para entender, além do que já havia sido ensinado, algumas coisas mais.

E assim, os Espíritos ditaram a Allan Kardec, cujo nome de batismo era Hippolyte Léon Denizard Rivail, relembrando os ensinamentos de Jesus e explicando mais algumas coisas.

A Terceira revelação, como é conhecida a Doutrina Espírita, relembrou e acentuou os seguintes princípios básicos:
A existência de Deus;
Existência do Espírito, sua sobrevivência após a morte e sua comunicação com o mundo material;
Reencarnação;
Evolução moral e intelectual dos espíritos;
Lei de Causa e Efeito.
Podemos observar, então, que alguns desses princípios encontram-se em todas as religiões cristãs. Ou seja, tanto o Catolicismo, como o Protestantismo e suas diversas ramificações, crêem em Deus e na existência de alguma forma de uma vida espiritual. Isso, porque Jesus sempre deixou muito claro ambos, falando em suas parábolas e em seus ensinamentos.
         Mas, por que existe Deus? Se há mundo espiritual, como é a vida lá? E vivendo no mundo espiritual, pode se fazer contato com o mundo material? Vivemos uma só vida? Todos temos a mesma evolução espiritual? O que fazemos, de bom ou ruim, recebemos de volta?
         É isso que a Doutrina Espírita vem nos explicar e nos fazer raciocinar através de seus três aspectos: ciência, filosofia e conseqüência moral (religião).
   
A TERCEIRA REVELAÇÃO - O ESPIRITISMO
 

DIFERENTE DAS DUAS REVELAÇÕES ANTERIORES- QUE SE BASEAVAM EM UM PERSONAGEM E FICARAM CENTRALIZADAS EM  LUGAR - A TERCEIRA REVELAÇÃO

É diferente - APARECE EM DIVERSOS PONTOS DO GLOBO TERRESTRE AO MESMO TEMPO E É AO MESMO TEMPO FRUTO DO TRABALHO CONJUTO DOS HOMENS E DOS ESPÍRITOS - RESUMINDO - não é uma obra pessoal não provém de um só espírito não foi recebida através de um só médium tem um sentido progressivo - evolucionista - ex. Kardec // A Luís 100 anos um fala outro esclarece. L.E. 234 - Acampamentos - N. Lar PARA TER CONDIÇÕES DE Receber e Entender a EXCELSA MENSAGEM A Humanidade precisava se libertar dos velhos DOGMAS, EMANCIPAR o Pensamento e CONQUISTAR Novos Estágios do Conhecimento, DESENVOLVER melhores possibilidades de COMUNICAÇÃO.

Por isso o GOVERNO ESPIRITUAL DO PLANETA convocou a cooperação desde o ‘SECULO 17 ‘ de CIENTISTAS , FILÓSOFOS , NAVEGADORES, ESTADISTAS, ARTISTAS, TÉCNICOS, PENSADORES na noite de 3l de março para 1o. de abril de 1848. Na casa da família FOX , em HYDESVILLE - EUA - Tem início uma nova época de fenomenologia espetacular , insistente , ostensiva - comunicação entre os dois planos da existência - dos EUA e fenômeno se espalha pelo mundo Inglaterra, Alemanha , França. EM 1855 - HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL - ALLAN KARDEC TOMA CONHECIMENTO DO FENÔMENO , E PASSA A ESTUDA-LO ESTUDOU OBJETIVA E MINUNCIOSAMENTE, CONVENCEU-SE DA SUA REALIDADE, BUSCOU-LHES A CAUSA, E DEDUZIU A SIGNIFICAÇÃO : PESQUISOU , TRABALHOU ......

APARECEU ENTÃO A PRIMEIRA EDIÇÃO DO "LIVRO DOS ESPÍRITOS". ERA 18 DE ABRIL DE 1857 . ERA O ESPIRITISMO 1019 PERGUNTAS FEITAS POR KARDEC E A RESPOSTA DADA PELOS ESPÍRITOS COMANDADOS PELO ESPÍRITO DA VERDADE UNINDO A CIÊNCIA A FILOSOFIA E A RELIGIÃO - NA MISSÃO DE TRANSFORMAR A TERRA DE UM MUNDO DE SEFRIMENTO DE PROVAS E EXPIAÇÕES EM UM MUNDO REGENERADO E PACÍFICO - A CAMINHO DAS MAIS ALTAS EXPRSSÕES CÓSMICAS . PARA ISSO SE BASEIA NOS CHAMADOS "PONTOS CARDEAIS"DA DOUTRINA :

EXISTÊNCIA DE DEUS

REENCARNAÇÃO

EVOLUÇÃO

SOBREVIVÊNCIA DO ESPIRITO APÓS A MORTE

COMUNICAÇÕES ( Fenômenos Mediúnicos )

PODEMOS SINTETIZAR 3A. REVELAÇÃO C/ MÁXIMA

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO - PAULO CAP15